Conhecido no cenário do tecnomelody no Pará, o cantor Bruno Mafra, da banda Bruno & Trio, foi condenado no último dia 27 a quase 30 anos de prisão por abuso de vulnerável contra as próprias filhas.
A decisão em segunda instância manteve a pena, que deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Segundo os autos do processo, os crimes aconteceram entre 2007 e 2011, quando as vítimas tinham entre 5 e 7 anos de idade. As denúncias só foram formalizadas em 2019, quando, já adultas, as irmãs procuraram as autoridades para relatar os abusos sofridos durante a infância.
Os relatos apontam que os episódios ocorreram em diferentes locais, incluindo a casa da família, em situações que favoreciam o isolamento das vítimas. As provas reunidas ao longo do processo foram consideradas suficientes para confirmar a autoria e a materialidade dos crimes.
Bruno Mafra ganhou notoriedade no Norte do país como um dos nomes do tecnomelody, à frente da banda Bruno & Trio, grupo que teve destaque nos anos 2000 com músicas populares no circuito regional.
Entre os sucessos que ajudaram a consolidar a carreira do artista está a música “Pode Me Prender”.
Ao analisar o recurso, os desembargadores entenderam que não havia motivos para mudar a decisão anterior e mantiveram a condenação.
A defesa afirmou que vai recorrer da decisão. O cantor se pronunciou nas redes sociais e disse que acredita na Justiça.
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