O crescimento do empreendedorismo feminino no Brasil tem sido acompanhado por uma mudança importante: cada vez mais mulheres buscam construir redes coletivas de apoio como estratégia para enfrentar desigualdades estruturais. Embora o país tenha mais de 10,3 milhões de mulheres à frente de negócios, segundo o Sebrae, empreendedoras negras ainda enfrentam maiores desafios de acesso à renda, crédito, formação e redes de crescimento.
Nesse cenário, iniciativas que priorizam o fortalecimento coletivo ganham espaço e relevância. O movimento “Uma vai e puxa outra” surge como uma dessas estratégias, reunindo mulheres negras empreendedoras em encontros quinzenais que combinam apoio emocional, acesso ao lazer, trocas culturais e conteúdos estratégicos para o desenvolvimento dos negócios.
Idealizado por Tamires Santos, gestora pública, psicoterapeuta e especialista em Empreendedorismo e Desenvolvimento Humano, o movimento parte da compreensão de que o empreendedorismo, especialmente para mulheres negras, não se sustenta apenas com ferramentas técnicas. A construção de rede, o cuidado emocional e a valorização da identidade também se tornam elementos fundamentais para permanência e crescimento.
“O movimento nasce da percepção de que muitas mulheres negras empreendem sozinhas, sem rede de apoio e com uma sobrecarga emocional constante. Quando criamos espaços de encontro, escuta e fortalecimento coletivo, não estamos apenas incentivando negócios, estamos criando condições para que essas mulheres permaneçam, cresçam e se reconheçam como lideranças”, afirma Tamires Santos.
A proposta do “Uma vai e puxa outra” se baseia justamente na construção de redes solidárias. A ideia central é que o crescimento de uma mulher pode impulsionar outras, ampliando oportunidades, visibilidade e acesso a novos espaços. A troca de experiências, o compartilhamento de desafios e a construção de estratégias conjuntas passam a ser ferramentas práticas para o desenvolvimento dos negócios.
Além dos conteúdos voltados à gestão e planejamento, o movimento também prioriza momentos de lazer, cultura e bem-estar. A proposta é ampliar a compreensão sobre empreendedorismo, reconhecendo que descanso, saúde mental e pertencimento também impactam diretamente na sustentabilidade dos negócios.
Esse formato dialoga com uma mudança mais ampla no empreendedorismo feminino, que passa a valorizar modelos menos competitivos e mais colaborativos. Para mulheres negras, essa lógica coletiva também representa uma forma de enfrentamento das desigualdades estruturais que historicamente limitam o acesso a oportunidades.
“Quando uma mulher negra avança, ela abre caminho para outras. O ‘Uma vai e puxa outra’ é sobre construir caminhos coletivos, onde o crescimento deixa de ser individual e passa a ser compartilhado. Esse movimento fortalece não só os negócios, mas também a autoestima, a identidade e a permanência dessas mulheres no empreendedorismo”, complementa Tamires.
Com encontros gratuitos e acessíveis, o movimento tem reunido mulheres negras interessadas em desenvolver seus projetos em um ambiente de troca e acolhimento. A iniciativa reforça que fortalecer redes, ampliar visibilidade e investir em cuidado emocional também são estratégias econômicas e sociais.
Em um cenário de crescimento do empreendedorismo feminino, iniciativas como o “Uma vai e puxa outra” apontam para um novo modelo de desenvolvimento: mais coletivo, mais sustentável e mais conectado às realidades das mulheres negras empreendedoras.
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Caroline Vilas Bôas
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