Aquele golpe manjado do batedor de carteiras que se aproveita do momento em que as pessoas estão distraídas, se repete para a plateia do planeta.
Embasbacados olhamos para os astronautas dando a volta na lua enquanto mísseis e bombas transformam seres humanos em pedaços queimados de carniça.
Nem passou tanto de 1969 a 2026. Há pouco mais de 60 anos o mundo grudou nas telas das TVs preto e branco para ver os astronautas americanos pisarem pela primeira vez no nosso encantador satélite.
Poetas, seresteiros, namorados, correram. Era chegada a hora de escrever e cantar as derradeiras noites de luar, como recomendava a música Lunik 9 de Gilberto Gil.
Mas no Vietnã, soldados americanos matavam e morriam numa Guerra cruel e perdida. Na época era Nixon o presidente conservador de plantão. Três anos depois sairia do governo humilhado pelo escândalo de Watergate.
O atual candidato a John Wayne, do filme de faroeste já desbotado, imita o valentão que atirava nos resistentes Sioux. Nas telas, os cowboys proclamaram vitórias contra os indígenas. Na realidade o general Custer morreu antes de derrotá-los.
Só os bobos e loucos confundem ficção e vida real.
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