Direção: Vicente Amorim e Julia Rezende Com Gabriel Leone, Pâmela Tomé, Matt Mella, Gabriel Louchard, Alice Wegmann, Patrick Kennedy, Camila Márdila entre outros
Ao assistir essa obra fica uma pergunta: com um documentário lançado em 2010 dirigido por Asif Kapadia e uma outra série documental:” Senna por Ayrton ” lançada também em 2024, porque fazer mais uma série dessa vez com atores?Na minha opinião seria como ver uma fantasia, uma obra de fanfic , uma diversão afinal.
Por outro lado e pelo mesmo motivo tinha tudo para dar errado.
Quem viveu a época em que Ayrton fazia o Brasil acordar cedo e torcer teria motivos para se identificar com as imagens reais e rejeitar a ficção. No entanto a série da Netflix resultou em um trabalho deslumbrante! O elenco está perfeito, a começar por Gabriel Leone.
O seu Senna é muito bem interpretado e não imitado, o que faz toda a diferença. Já Pâmela Tomé ,essa sim, conseguiu ficar idêntica à Xuxa, não só na aparência, como na voz e trejeitos, mas fez um contraponto legal.
O roteiro acerta em focar principalmente na carreira do ídolo, embora sua vida em família e sua vida amorosa também sejam mostradas. A fotografia e a montagem nos levam para dentro das pistas, com cenas reais da época misturadas. E momentos que não foram mostrados nas obras citadas o são aqui, como o primeiro casamento com Lilian. Por outro lado são abertos espaços ficçionais para momentos na tenra infância com os pais.
Ao mesmo tempo em que cenários luxuosos, figurinos deslumbrantes são mostrados também aparece o jogo sujo e a politicagem na F1, e o trabalho predador dos jornalistas encarnados aqui por uma única atriz Kaya Scodelario. A eterna fã que chorou naquele Domingo, 1 de Maio de 1994 em frente à TV se emocionou…
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Parabéns pelo artigo
Parabéns pela análise – Senna foi um ídolo dentro e fora das pistas
Parabéns, Natasha! Depois do seu texto, decidi assistir.