O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil “não aceita desaforo de nenhum outro país do mundo” em resposta ao novo “tarifaço” de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. A declaração foi feita durante um evento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
O governo norte-americano, liderado por Donald Trump, confirmou uma taxa adicional de 25% sobre cerca de 18% das exportações do Brasil (aproximadamente US$ 7,4 bilhões). Esse aumento da taxação atinge diretamente setores como o de etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, açúcar, papel e insumos químicos.
Lula defendeu a soberania nacional e declarou que só vai se pronunciar detalhadamente sobre a barreira comercial após um posicionamento público de Trump.
Para mitigar os impactos e responder à medida econômica, a gestão federal avalia as seguintes frentes de ação:
O Ministério das Relações Exteriores informou que pretende acionar o mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Palácio do Planalto estuda aplicar taxas equivalentes sobre produtos importados dos EUA. O governo vai reforçar o programa nacional voltado para dar suporte financeiro e logístico às empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas. O corpo diplomático tenta acelerar a diversificação das exportações com foco em parceiros alternativos na Ásia, Europa e Oriente Médio.
Fontes; Veja, G1, Metrópoles.
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