Eu ando em uma fase de assistir clássicos, já havia assistido o original de 1934 quando criança, agora por conta de um curso que estou fazendo, assisti esta, que talvez seja o maior melodrama de todos os tempos, dirigido pelo mestre do gênero Douglas Sirk. Lana Turner ( Lora) e Juanita Moore (Annie) são duas mulheres sozinhas, sem marido, que criam suas filhas nos anos 50.
Duas questões perpassam o filme inteiro: a da ” mãe ideal ” e a do racismo estrutural, capaz de destruir uma relação de mãe/ filha.
Lora vive as angústias da mulher que trabalha, mas sabe que seu trabalho proporciona uma vida confortável para sua filha, já que se tornou uma atriz rica e famosa. Annie, a empregada negra é a que fica em casa e cuida das meninas. Sua filha Sarah Jane ,que tem aparência de branca não suporta a mesma. Tem vergonha da mãe, renega, quer apagar Annie, criar uma personagem para si, ser branca. Nossa primeira reação é de ter raiva dessa filha, mas quando se analisa o contexto social em que vive, podemos entender seu comportamento: ser negra é sofrer e ela quer ser feliz.
O amor pela mãe existe, e fica claro na famosa e lacrimejante cena final, que nos brinda com Mahalia Jackson cantando divinamente. E aí, assistiu?
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