o CEO da Netflix, Ted Sarandos, disse não ter se surpreendido com a reação negativa ao acordo. Segundo ele, a insatisfação partiu de grupos “barulhentos”, mas não necessariamente majoritários, motivados principalmente pela falta de comunicação inicial sobre o futuro das estreias nos cinemas.
Depois de anunciar a aquisição da Warner Bros. por US$ 83 bilhões — valor atualizado recentemente — a Netflix afirmou que pretende manter uma janela de exibição de 45 dias nos cinemas dos Estados Unidos antes do lançamento dos filmes no streaming. Com a conclusão da operação, a plataforma passará a ser dona dos estúdios de cinema e TV da Warner, além da HBO e do serviço HBO Max.
Em entrevista ao New York Times, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, disse não ter se surpreendido com a reação negativa ao acordo. Segundo ele, a insatisfação partiu de grupos “barulhentos”, mas não necessariamente majoritários, motivados principalmente pela falta de comunicação inicial sobre o futuro das estreias nos cinemas.
Sarandos reforçou que a Netflix manterá a janela fixa de 45 dias de exclusividade nas salas de cinema, destacando que a empresa pretende competir de forma agressiva nas bilheterias e valorizar o desempenho comercial dos filmes. Para o executivo, o acordo representa “a melhor notícia possível” para Hollywood, já que a Netflix planeja ampliar o volume de produções e investimentos, em contraste com outros estúdios que vêm reduzindo equipes, cortando custos e diminuindo a quantidade de lançamentos.
De acordo com Sarandos, a empresa passou a enxergar o cinema como um negócio mais saudável e lucrativo do que se imaginava anteriormente. Ele explicou que a ausência da Netflix nas salas de exibição não se deu por rejeição ao modelo, mas pelo crescimento acelerado do streaming, que dispensava essa estratégia até então.
A transação consolida o domínio da Netflix sobre a indústria cinematográfica americana ao incorporar ao seu portfólio franquias como Harry Potter e Batman, além da programação premium da HBO, com títulos de destaque como Friends e Game of Thrones. Segundo comunicado aos acionistas, o objetivo do negócio é ampliar o catálogo da plataforma com produções de grande apelo comercial.
A Netflix informou ainda que manterá a HBO Max como um serviço separado “no curto prazo”. Atualmente, a plataforma lidera o mercado global de streaming, com mais de 300 milhões de assinantes. Já a HBO Max ocupa a quarta posição entre os serviços mais assinados, com cerca de 128 milhões de usuários pagantes, segundo dados da plataforma FlixPatrol.
fonte:Jornal Estado de Minas
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