Análise do filme: Será que ele é? De 1997.

Critica de Filmes

Dirigido por Frank Oz e estrelado por Kevin Kline, Joan Cusack, Tom Selleck e Matt Dillon.

Olá a todos. Eu demorei um pouco para conseguir escolher um filme, mas pensei que esse filme seria uma boa forma de homenagear o ator Kevin Kline que fez aniversário alguns dias atrás.

A primeira vez que eu vi esse filme, foi mais ou menos na época que saiu. E eu me lembro do quanto me identifiquei com esse filme. E o quanto me diverti assistindo. Eu sou uma pessoa que não sou muito vaidosa e ouço sempre as pessoas reclamando da forma como eu me visto entre outras coisas.

Kevin Kline está excelente nesse papel. Howard Brackett, é um professor de literatura inglesa de uma cidade pequena e pacata dos Estados Unidos. Ele é homossexual, mas ainda não se assumiu nem para si mesmo, nem para ninguém ao seu redor.

Howard é um professor muito querido, respeitado e é um exemplo de homem por tratar a todos com muito respeito e educação. Ele está prestes a se casar com a noiva, Emily Montgomery com quem tem um relacionamento estável e planejado.

Mas sua vida muda completamente, quando Cameron Drake (Matt Dillon), um antigo aluno que se tornou um ator famoso, cita seu nome ao ganhar um Oscar por ter interpretado um soldado gay. Cameron diz que se inspirou em Howard para fazer o personagem no filme. E que seu professor era gay.

A declaração causou uma reviravolta na pacata cidade. E deixou todos na cidade, chocados. Inclusive a noiva e o professor que dizia que não era verdade. Porém, essa notícia acaba se tornando famosa e Howard passa a sofrer fofoca e preconceito. E foi obrigado a provar que era um cara másculo e que amava as mulheres. Ele começou a ter que andar com roupas que mostravam mais a sua masculinidade. E com isso, começou a ter uma crise feia de identidade.

Kevin Kline fazendo caras e bocas nesse filme faz qualquer pessoa rir. E tendo que mudar o jeito dele de ser e de agir foi bem divertido. Ele tentando salvar o seu noivado a todo custo. Com uma sociedade e escola opressora. Porém, Howard foi percebendo o quanto sua forma de vestir, estava ligada a uma forma estereotipada do universo gay. (Gostar das músicas da Barbra Streisand ou de moda, roupa, entre outras coisas).

Eu sei que se o filme fosse lançado hoje em dia não faria o mesmo sucesso, já que essa trama faz uma crítica a como a sociedade trata de uma forma totalmente caricata a homossexualidade. Como se ao ser homossexual você precisa agir e/ou se comportar de uma forma exagerada. Você não precisa agir fazendo caras e bocas para amar alguém do mesmo sexo.

Howard passou a ter crises de identidade, depois dessa pressão desnecessária em cima dele. Talvez se seu ex-aluno não tivesse falado nada, não teria tido esse choque ao perceber que ele não era como o restante das pessoas dos quais convivia. Isso tudo estava bem guardado em seu inconsciente. E ele não estava preparado para ter acesso a essas informações.

Howard era um homem que gostava de ter tudo planejado, esquematizado. Que seguia regras, normas, rotinas. E não sabia o que fazer quando sua vida mudou da noite para o dia.

Tem um momento que Peter Malloy (Tom Selleck) o beija e esse momento o faz refletir realmente sobre a sua sexualidade. E depois de algum tempo, ele começou a se aceitar e até mesmo se assumir gay na escola em que trabalhava. E para ele, isso foi libertador. Howard finalmente se libertou da mentira social em que vivia.

Fica aqui a minha reflexão: Será que vale a pena viver uma vida de mentira? Viver sem realmente aceitar aquilo que você é? Quem vive mentindo para si mesmo e vivendo algo que não é tem muitas chances de viver doente. (Em todos os sentidos).

Enfim, Howard foi um homem corajoso. E decidiu viver feliz. Viver o seu caminho, a sua realidade. Ele realmente descobriu a sua verdadeira identidade. O filme tem um tom leve e otimista, critica estereótipos e mostra que devemos respeitar a diversidade.

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