Dirigido por Francis Ford Coppola e estrelado por Kathleen Turner, Nicolas Cage, Jim Carrey, Helen Hunt, Sofia Coppola, Kevin J. O’Connor, Joan Allen, Barry Miller, Catherine Hicks, Don Murray, John Carradine, Maureen O’Sullivan e Barbara Harris.
Esse filme é outro que me faz refletir sobre a vida, sobre as escolhas dos quais fazemos e que gostaríamos de consertar. Mas que infelizmente não podemos voltar ao passado. E que elenco em Peggy Sue hein.
Nessa comédia romântica com dose de fantasia, Kathleen Turner dá um show de interpretação. E faz algo que eu gostaria de fazer se eu pudesse que é voltar ao tempo. Quem me dera se isso fosse possível! Eu faria várias vezes se eu pudesse!
Peggy Sue Bodell (Kathleen Turner) é uma mulher de 43 anos que está passando por uma crise profunda. Seu casamento com Charlie Bodell (Nicolas Cage) é quase no fim. E é marcado por traições, frustrações. Peggy acha que suas escolhas acabaram a afastando de quem um dia ela foi e que gostaria de voltar a ser.
Durante uma reunião de antigos alunos do colégio, Peggy Sue é eleita a “rainha do baile”. Porém ela acaba desmaiando no palco. E quando ela volta a consciência descobre que voltou ao tempo, 1960, em seu antigo corpo quando ela tinha 18 anos. E às vésperas de se formar no ensino médio.
Bem, aí está a sua chance de fazer como ela gostaria de ter feito? Será que se ela fizesse as coisas diferentes também não iria acabar mexendo no futuro e sua realidade nos dias atuais não seria algo completamente diferente? Mas não é através dos nossos erros que aprendemos a lidar com as situações difíceis e que exige de nós um cuidado extra?
De volta ao passado, à adolescência, Peggy revive o tempo em que morava com os pais ainda jovens. Os amigos da escola do qual depois tinham perdido o contato e Charlie, mas aqui ele ainda era um rapaz imaturo e sonhador.
O que será que Peggy Sue irá fazer? Ela por ter as memórias vividas em sua fase adulta passa a questionar sobre o seu casamento, maternidade, os sonhos que foram deixados de lado e até pensou em mudar completamente o seu destino.
Peggy não sabia se aquilo do qual ela estava passando era um sonho, uma alucinação devido a queda ou uma segunda chance dado pelo Destino. E isso a faz enfrentar dilemas emocionais. Se ela alterar o passado isso fará com que ela perca os filhos que amam no futuro.
Mas manter tudo como foi e sem alterar nada também exige muito dela. Pois Peggy terá que aceitar dores e entender que as renúncias que ela acabou fazendo na vida de certa forma a moldaram.
Essa reflexão existencial que o filme aborda me encanta e me deixa fascinada ao mesmo tempo. Ela percebe o quanto amadureceu e o quanto ela era outra mulher.
Enfim, Peggy Sue te faz pensar: E se eu pudesse voltar ao tempo? Seria tudo diferente ou escolheria passar por tudo o que passei novamente para ter em minha vida pessoas que eu amo? Ou ser quem acabei me tornando com o passar dos anos?
Ser ou não ser: Eis a questão.
Outra coisa que eu amo no filme é a trilha sonora: Fantástica. As músicas dos anos 1950, 1960 são ótimas para mim. Cresci ouvindo isso. Mas isso vou deixar para outra análise. Amei rever Jim Carrey, Nicolas Cage e Helen Hunt.
Bem, vou ficando por aqui. Até a próxima matéria.
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