Direção León Hirszman Com Fernanda Montenegro, Gianfrancesco Guarniere, Bete Mendes, Carlos Alberto Riccelli, Milton Gonçalves Flávio Guarniere, Rafael de Carvalho, Francisco Milani, Paulo José, Nelson Xavier, Antônio Petrin, Chica Lopez e Carlos Augusto entre outros Baseado na peça homônima de Gianfrancesco Guarniere, e tendo o mesmo como um dos protagonistas, Otavio, é um retrato desalentador da vida da classe operária na periferia de São Paulo. Fernanda Montenegro brilha como a matriarca Romana, aliás teria como ser diferente? Ela é o elástico que segura as pontas entre pai e filho. Enquanto Otávio quer lutar pelos direitos dos trabalhadores, seu filho Tião (Carlos Alberto Riccelli ) quer viver uma vida melhor, ainda mais com a gravidez da namorada Maria ( Bete Mendes).Riccelli está muito bem como o jovem de ” sangue quente “, estourado, que age sem escrúpulos para com a família e amigos.
Não é um vilão, é apenas mais um oprimido que pensa que pode vencer. Todos perdem, seja querendo fazer greve ou furar a mesma. Todos terminam tendo que se curvar e aceitar seu dia a dia miserável, seu jantar de restos na sopa, sua moradia em barracos de tijolos úmidos.
A beleza do filme é absurda, não tem como não se enocionar com a falta de perspectiva e ao mesmo tempo a busca por tirar algo de bom daquela vida. Como o pai diz: ” é melhor passar fome em família do que com estranhos “Na cena final, em silêncio Romana está catando arroz ,em um vislumbre de que também era um opressor, pois não fazia nada em casa, Otávio começa a ajudar a mulher, e se dão as mãos.
O filme recebeu o prêmio especial do júri no Festival de Veneza daquele ano merecidamente
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Gosto muito desse filme.
Parabéns pelo Artigo
Obrigada
Muito bom mesmo!
Um dos grandes filmes do Cinema Brasileiro.
Parabéns pelo artigo
Obrigada Marcelo