“O Homem que Não Vendeu Sua Alma” é um drama biográfico adaptado da peça teatral de Robert Bolt. A história de Sir Thomas More, autor do livro “Utopia”, é recheada de diálogos poderosos e inteligentes, mas pouca ação – como costumam ser os espetáculos de teatro adaptados para o cinema. No entanto, é um filme admirado por muitos, entre eles as atrizes Meryl Streep, Glenn Close, Emma Stone, Mila Kunis e o apresentador Stephen Colbert.
Além dos diálogos, chama a atenção a qualidade da interpretação dos atores e a cenografia. Em vários momentos, tem se a sensação de se estar diante de uma obra pictórica.
Vencedor de vários Globos de Ouro e BAFTAs, a película também recebeu seis prêmios Oscar em 1966:
- Melhor Filme (Fred Zinnemann)
- Melhor Diretor (Fred Zinnemann)
- Melhor Ator (Paul Scofield)
- Melhor Roteiro Adaptado (Robert Bolt)
- Melhor Fotografia (Ted Moore)
- Melhor Figurino (Elizabeth Haffenden e Joan Bridge)
Thomas More foi escritor, advogado, estadista e filósofo. Ele foi canonizado pela Igreja Católica em1935 e sua vida foi marcada pela convicção moral e coragem.
More foi nomeado Lorde Chanceler em 1529 e foi o primeiro leigo a assumir o cargo. No entanto, ele se indispôs com o Rei Henrique VIII ao não endossar a separação do rei de Catarina de Aragão para que o soberano se casasse com Ana Bolena. Além disso, também não deu seu aval para que Henrique VIII se tornasse chefe da igreja na Inglaterra, separando-se de Roma.
Por essas razões, perdeu seu cargo e, posteriormente, foi considerado persona non grata. More sacrificou sua vida em nome de seus valores e princípios.
Elenco
Os produtores do filme queriam Richard Burton, Laurence Olivier ou outro ator famoso para fazer Thomas More. Olivier estava ocupado e o diretor Fred Zinnemann insistiu em Paul Scofield. Ele já havia interpretado o personagem na peça do mesmo nome no West End londrino e na Broadway, onde ganhou um Tony. Uma escolha acertada pelo carisma, impostação de voz e atuação perfeita de Paul Scofield.
John Hurt, ainda bastante jovem, interpreta Richard Rich, antigo aliado e, depois traidor de Thomas More. Já o papel de Henrique VIII ficou para o também carismático Robert Shaw, mais conhecido do grande público como o caçador de tubarões Quint, do filme Tubarão (1975).
Destaque também para Vanessa Redgrave como Ana Bolena, Leo Mc Kern como Cromwell, Orson Welles como o Cardeal Wosley, Wendy Hiller como Lady Alice More, Nigel Davenport como Tomás Howard e Susannah York como Margaret More.
Um elenco estrelado em um filme indispensável na história do cinema.


Um clássico do cinema
Parabéns pelo artigo
Obrigada, Marcelo!
Esse filme é ótimo e é um dos melhores trabalhos de Fred Zinnemann.
Parabéns pelo Artigo.
Obrigada, Samuca!
Muito esclarecedor o seu artigo, sempre me ajuda nas minhas escolhas de filmes porque já entro neles com outros conhecimentos que não teria . Muito obrigada Bia!
Obrigada pelo comentário, Silvia!
Obrigada pelo comentário, Silvia!
Excelente filme e Paul arrasou e mereceu o Oscar de melhor ator por esse filme.
Todo o elenco está ótimo.
Zinnemann era mestre em retratar dramas humanos.
Obrigada pelo comentário, John Cine!
Excelente artigo sobre um clássico.
Me deu curiosidade de ver pela cenografia que você destaca. Recentemente isto foi o que me chamou a atenção em Anastasia com Ingrid Bergman, Anna Karenina de Joe Wright e no incrível O Cozinheiro, O Ladrão, a Mulher e Seu Amante de Greenaway, embora eu não seja fã de atuações teatrais, mas ultimamente tenho cedido a esta opinião.
Adriano, realmente a cenografia é impressionante. As adaptações teatrais não são unanimidade mesmo. eheh
Bia sua crítica, como sempre, está ótima!
Eu já assisti esse filme e lembro ter gostado muito. Já creio que faz bastante tempo. Onde é que passam esses filmes que você analisa? Após ler suas criticas, toda vez eu fico louca para ver ou rever o filme!
Obrigada por seu comentário, Cleide! O filme é realmente muito interessante. E cada vez que você o vê, fica melhor!
Parabéns pela análise, vi esse filme a mais de 30 anos, preciso rever, show de bola a direção de Fred Zinnemann merecedor de seu segundo Oscar
Obrigada por seu comentário, Ricardo! O Thoms More foi uma bússola moral!
Ótima critica como sempre. Me deu até vontade de rever. Parabéns pelo ótimo trabalho. 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
Obrigada pelo comentário, Mirian Mariano!