A primeira temporada de Fallout nos apresentou a um mundo vibrante, violento e estranhamente divertido.
Mas é nessa segunda temporada que a série “tira a máscara”. Se antes o foco era descoberta do mundo, da superfície, agora o tema é sobre sobrevivência.
A jornada da Lucy vai mostrado aos poucos o fim do otimismo. O desenvolvimento da personagem é um dos melhores, que ela vai perdendo o brilho aos poucos.
Maximus continua questionando sobre a estrutura da Irmandade de Aço. Ao recuperar sua consciência, ele entende que há um propósito muito maior.
Se de um lado temos o endurecimento da Lucy, do outro, que serve como o nosso guia pelas sombras do passado. Nessa temporada os segredos de Vault-Tec deixam de ser apenas mistérios de fundo e passam a ser motor de uma trama conspiratória. Onde o vilão nunca foi a radiação, mas quem lucrou com ela.
A série continua com roteiro afiado, sem furos de roteiro(no momento, torcendo para que continue assim).
Com a produção de Jonathan Nolan, Lisa Joy, conhecidos por Westworld. A série tem um visual muito específico que mistura o futuro com o passado.
Outro ponto que merece destaque é a estrutura este´tica retrô futurista. Contraste entre a tecnologia avançada, e a trilha sonora composta por clássicos de 0 e 50, criando uma atmosfera única. E o que acaba sendo engraçado, que essas músicas encaixam muito bem com as cenas de violência.
Fallout consegue misturar muito bem seu drama e humor, sem perder a mão. A série tem tudo para ser umas das melhores da atualidade.
As duas primeiras temporadas estão disponíveis na Prime Video.
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