São Paulo, segunda-feira (9 de fevereiro de 2026) — Referência na causa animal, o deputado estadual Rafael Saraiva (União/SP) promove, na noite desta segunda-feira (9), a saída de uma caravana de ônibus de São Paulo com destino a Santa Catarina, reunindo ativistas, protetores independentes e apoiadores da causa animal.
O grupo participa de um protesto pacífico marcado para as 14h desta terça-feira (10), em frente à Delegacia-Geral da Polícia Civil, na Avenida Governador Ivo Silveira, 152, no bairro Capoeiras, em Florianópolis (SC).
A mobilização tem como objetivo cobrar avanços e transparência nas investigações do chamado Caso Orelha, que voltou a ganhar repercussão após novos desdobramentos envolvendo a Polícia Civil de Santa Catarina.
O caso retornou ao centro do debate depois que o Ministério Público apontou falhas graves nas investigações e solicitou novas diligências para reavaliar os fatos e as responsabilidades.
Paralelamente, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina analisa um pedido de impeachment contra o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, por suposto desvio de finalidade e uso indevido da estrutura pública.
A mobilização busca cobrar ações efetivas e transparência sobre a morte do cão Orelha, além de esclarecimentos sobre a situação do cão Caramelo, que foi adotado pelo delegado-geral após a repercussão do caso — fato que gerou questionamentos por parte de ativistas e organizações de proteção animal.
Para o deputado Rafael Saraiva, a mobilização é uma forma de garantir que o caso não caia no esquecimento e que as instituições apresentem respostas claras à sociedade.
“O que estamos pedindo é justiça e transparência. O delegado-geral tem apresentado versões contraditórias e, na nossa avaliação, ele pode estar usando a adoção do animal, e isso deve ser analisado. A causa animal não pode ser instrumentalizada. Estamos indo a Santa Catarina de forma pacífica para cobrar respostas e respeito à sociedade. Desta vez, a causa animal está tendo uma segunda chance, e vamos cobrar por isso”, afirma o deputado.
Saraiva reforça que o protesto será pacífico e aberto à participação da sociedade civil.
“Não se trata de um ato político-partidário. É uma mobilização em defesa dos animais, da verdade e da responsabilidade com a investigação. A sociedade quer respostas”, conclui.
As primeiras investigações apontaram que o animal teria sido vítima de maus-tratos praticados por um grupo de jovens. Quatro envolvidos foram reconhecidos, sendo um adolescente, de 15 anos, indiciado.
Durante a repercussão do caso, o cão Caramelo, que também esteve envolvido na ocorrência, foi adotado pelo delegado-geral, o que gerou novos questionamentos por parte de ativistas e organizações de proteção animal, que cobram esclarecimentos e acompanhamento da situação do animal.
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