Análise do Filme: Boa sorte, Leo Grande. (2022)

Critica de Filmes

Dirigido por Sophie Hyde e estrelado por Emma Thompson, Daryl McCormack, Isabella Laughland, Charlotte Ware, Les Mabaleka e Lennie Beare.

Eu revi esse filme hoje no final da tarde e confesso que achei a história bem interessante. Emma Thompson é a minha atriz Inglesa favorita e estava querendo rever para poder fazer uma matéria sobre o filme e até mesmo um vídeo para por no meu canal no Youtube. (Psicóloga no Cinema).

Eu adorei ver esse filme. Emma Thompson como Nancy Stokes, uma professora viúva e aposentada e que teve uma vida sexual e íntima frustrante a sua vida inteira e que acaba descobrindo os prazeres da carne com um garoto de programa, Leo Grande (Daryl McCormack) foi algo que me surpreendeu, mas de uma forma positiva.

Nancy era uma professora de religião e nunca fez mais que o básico sexualmente com seu marido. Apenas o tradicional e nada mais. Eles viveram casados por 31 anos e se nota o grau de insatisfação que ela sentia na vida.

Infelizmente não era somente o casamento que a deixava infeliz e frustrada. Seus filhos também a deixavam. E Nancy começou a se perguntar como seria sua vida se não tivesse tido filhos.

Nancy nunca pode viver a vida como ela queria. Ou como ela pensava querer. Nunca teve um orgasmo e nem experimentou os prazeres de um bom sexo.

E através de sua frustração e curiosidade que ela decidiu contratar o Leo. Esse encontro se dá em um quarto de hotel. No primeiro encontro, Nancy está bem nervosa, ansiosa, cheia de regras. Ela está bem racional nesse encontro e tem momentos que se sente insegura e até mesmo desconfortável.

Mas você nota que há uma tensão sexual entre eles. E uma atração também. Nancy mostra que tem vergonha do próprio corpo e fica preocupada com a idade por ele ter pelo menos uns 30 anos menos que ela.

Já Leo demonstra uma calma, tranquilidade. E escuta tudo o que Nancy está dizendo até mesmo o que o corpo dela está falando para ele. E aos poucos, ele vai mostrando a ela que ela também é bonita fisicamente.

Os dois têm mais encontros e em cada encontro as coisas vão mudando. Nancy começa a perceber que sua vida foi marcada por repressão, culpa e o medo de não se adequar às expectativas sociais. Uma cena interessante foi ela se vendo pelo espelho. Algo que ela nunca gostou de fazer.

E aos poucos, Leo também vai se abrindo e mostrando a ela que ele também tinha suas próprias vulnerabilidades. E problemas com a família. Tanto que sua família não sabe sua verdadeira profissão.

E mesmo ele sendo um homem confiante de si e bem seguro, Leo também tinha seus limites e inseguranças. E os dois vão ficando mais íntimos, criando uma conexão profunda entre eles. Era como se eles estivessem se abrindo um para o outro.

E esses encontros são de certa forma libertadora para Nancy. Autoaceitação e autodescoberta. Ela tem direito em sentir prazer e da forma como ela sempre quis. Aos poucos ela vai deixando a culpa de lado e se permite sentir, experimentar o desejo, o riso, algo que antes ela não podia sentir.

Mas agora Nancy reconquistou sua autonomia sobre si mesma e sobre o seu corpo. Ela era uma nova mulher.

Essa autodescoberta de Nancy foi algo muito bem detalhado. Quantas pessoas na idade dela se sentem desconfortáveis em relação ao sexo, e se sentem reprimidas sexualmente? Várias.

Esse filme está na Netflix e pode mostrar a várias mulheres depois de 60 que elas estão vivas e que é natural sentir prazer, desejo e vontade de ter uma vida sexualmente ativa. Deveria ser visto por todas as gerações de mulheres que assim como Nancy se sentiam culpada em ter curiosidade e vontade de experimentar algo novo no quesito sexual.

Para mim foi mais um grande filme interpretado por Emma Thompson e mostrando que não devemos sentir vergonha por aquilo que sentimos ou queremos.

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