Análise do filme Jurado número 2 (2024)

Cinema Crime Critica de Filmes

Direção: Clint Eastwood Com Toni Collette, Nicholas Hout, Zoe Deutch, Keiffer Sutherland entre outros Esse, que talvez seja o último filme de Clint Eastwood não difere das outras obras do cineasta na construção do roteiro, personagens e na crítica às instituições falíveis. Em primeiro lugar quero destacar o enorme desrespeito com que a Warner tratou o diretor, que aos 94 anos não teve seu filme lançado no cinema, mas direto nos streamings. No entanto entregou um grande filme. Toda uma geração de cineastas está acima dos 75 anos, em tempos de blockbusters e filmes no celular o futuro do cinema é uma incógnita. Clint que para muitos em um primeiro momento parece reacionário na verdade é um observador da sociedade americana como a mesma é e dos seres humanos em geral como são: bons e maus ao mesmo tempo, com uma moral muito elástica, quando não cruéis e interesseiros como a família da lutadora em ” Menina de Ouro “. Com um estilo despojado na direção e no cenário fez grandes obras. Aqui isso se repete. Os atores Toni Collette e Nicholas Hoult já foram mãe e filho em ” Um grande garoto ” de 2002. Agora vivem uma promotora pública e um jurado em um caso de suposto feminicídio. Ela quer usar a condenação do réu para catapultar sua carreira política, ele é um homem casado,cuja esposa está em uma gravidez de risco e já perdeu gêmeos em um parto anterior. Esse homem carrega ( e só descobre no julgamento) um grande e perigoso segredo que pode comprometer sua família. O final em aberto ao meu ver é o menos importante, o que importa é o desenvolvimento e as mudanças dos personagens e como fazem uso do sistema para sobreviver.

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