Análise da série Dahmer, um canibal americano (2022)

Analise de Séries Crime

Direção Ryan Murphy A produção já se tornou, recém lançada, a segunda série mais assistida da Netflix. Conta em dez episódios a estória real de Jeffrey Dahmer, que durante dez anos estuprou, assassinou, desmembrou e comeu os corpos de suas vítimas, em sua maioria, jovens negros, latinos e asiáticos. Por ser do gênero ” true- crime”, muito bem dirigida e interpretada por Evan Peters e Richard Jenkins ( como o pai do psicopata) prende muito a atenção. Existe uma tentativa de dar uma explicação, até pelo roteiro, ao lembrar momentos da infância traumáticos do protagonista, para suas ações terríveis; não há explicação! A mente de um psicopata é algo que foge à compreensão. Familiares de vítimas e o pai do assassino querem processar a empresa de streaming. Realmente, não há respeito para com as vítimas, as cenas são chocantes, grotescas, apesar de ser tudo feito para ser bem sucedido. E foi. Fica a pergunta: que sociedade é essa na qual estamos em que algo assim se torna tão fascinante? Apesar de denunciar um racismo estrutural que facilitou a realização dos crimes, de mostrar como dois policiais brancos ficaram impunes e foram até promovidos após o julgamento, onde se provou que os mesmos negligenciaram o pedido de socorro de uma vizinha negra, e vendo um jovem asiático ferido e drogado o deixaram nas mãos do criminoso, a série não acrescenta nada além do prazer sádico de ver o sofrimento das vítimas. Sinal dos tempos? Talvez. Uma curiosidade: Molly Hingwold, musa teen dos anos 80 interpreta a madastra de de Dahmer.

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