A trajetória de Chloé Zhao é uma das mais admiradas do cinema moderno

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Saindo do universo das produções independentes de baixo orçamento e forte influência documental, a diretora rapidamente alcançou o topo de Hollywood, acumulando indicações e vitórias nos principais prêmios da indústria.

Seu cinema é marcado por histórias enraizadas na realidade e personagens complexos, características que consolidaram sua identidade autoral e a transformaram em uma voz reconhecida mundialmente. Com uma formação multicultural que moldou sua linguagem cinematográfica, os filmes de Zhao dialogam diretamente com as questões do século XXI.

Conhecida também como Zhao Ting, ela nasceu em Pequim, na China, e cresceu em um ambiente ligado à arte e à cultura. Sua madrasta é a atriz chinesa Song DanDan, bastante popular no país. Durante a adolescência, Zhao teve contato intenso com a cultura pop ocidental, experiência que ampliou seu repertório e influenciou suas futuras produções.

Ainda jovem, estudou no Reino Unido e depois se mudou para Los Angeles, onde concluiu o ensino médio. Formou-se em ciência política e trabalhou em diferentes áreas antes de ingressar definitivamente no cinema. A virada veio ao iniciar os estudos em produção cinematográfica na Tisch School of the Arts, em Nova York.

Sua carreira começou no curta-metragem Daughter (2010), exibido no Clermont-Ferrand International Short Film Festival e premiado em eventos como o Cinequest Film Festival e o Palm Springs International ShortFest. Desde cedo, Zhao demonstrava interesse por narrativas sociais e personagens reais.

Em 2015, lançou seu primeiro longa, Songs My Brothers Taught Me, exibido no Sundance Film Festival. Filmado na reserva indígena Pine Ridge, o drama acompanha dois irmãos da comunidade Lakota Sioux e já evidenciava marcas registradas de sua direção: atores não profissionais e locações autênticas.

O reconhecimento internacional veio com The Rider (2017), um faroeste contemporâneo sobre um jovem cowboy que, após um grave acidente, precisa redefinir sua identidade. O filme foi amplamente elogiado pela crítica e consolidou Zhao como um dos principais nomes do cinema independente.

Sua entrada no mainstream ocorreu quando foi convidada pela Marvel Studios para dirigir Eternals, lançado em 2021. Apesar da expectativa em torno do projeto, o longa teve recepção dividida entre público e crítica, e a parceria não teve continuidade.

Antes disso, porém, Zhao já havia feito história com Nomadland (2020). O filme conquistou o Oscar de Melhor Filme e rendeu à diretora a estatueta de Melhor Direção, tornando-a a segunda mulher a vencer na categoria e a primeira mulher não branca a alcançar esse feito.

Em 2026, Zhao pode repetir o sucesso com Hamnet, estrelado por Paul Mescal e Jessie Buckley. A produção concorre ao Oscar em oito categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado, reafirmando a força de uma cineasta que segue expandindo os limites de sua arte.

fonte:.tecmundo.com.br

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