Direção: Guilhermo del Toro
O cineasta realizou uma proeza: um longa de animação em stop- motion, técnica trabalhosa que resultou em uma obra belíssima. Visualmente é um primor, além disso tem números musicais que encantam.
É um filme que fala ao coração sobre temas muito caros: o que fazemos com nosso tempo junto às pessoas amadas? Tempo esse que é finito e tantas vezes mal utilizado.
O livro de Carlo Collodi já teve várias adaptações para o cinema (nesse mesmo ano a Disney realizou um live action) e atrai por falar sobre o sentimento de inadequacão, ” o medo de não pertencer” tão humano.
Del Toro situou sua narrativa na Itália fascista, e a crítica à esse regime totalitário que exige que a pessoa obedeça, sirva e seja o que não é, vem em um momento que a extrema direita está voltando ao mundo.
Na estória original Pinóquio precisa ser bom, obediente e perfeito para ser amado.
Nessa nova versão ele ensina Gepeto que o verdadeiro amor aceita a pessoa como ela é, e que como um personagem diz em outro filme seu ” O labirinto do fauno “: obedecer por obedecer sem questionar não é para qualquer um. Um filme para sentir e refletir.
Distribuido pela Netflix, nas vozes originais estão : Gregory Mann, David Bradley, Ewan McGregor, Ron Perlman, Finn Wolfhard, Cate Blanchett, Christoph Waltz, Tilda Swinton, Burn Gorman, John Turturro, Tim Blake Nelson, Tom Kenny.
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Parabéns pela análise, não vi o filme, mas gosto muito do trabalho do diretor
Obrigada, eu também gosto muito dele.
Paeabéns pela crítica! Im filme lindo sob todos os aspectos!
Verdade, um trabalho manual. Obrigada
Parabéns pelo artigo