
Direção Justine Triet Com Sandra Hüller, Milo Machado, Swainn Arlaud, Johnny Beth, Samuel Theis, Camilla Rutherford, Arthur Harari, Antoine Heinartz, Anne Rotger e Sacha Wolff entre outros
O que é verdade? A verdade seria uma só? Ou existiriam várias interpretações da mesma?Em um ótimo drama de tribunal, a diretora francesa nos conduz a refletir sobre essas questões.
Logo no início um homem cai do sótão da sua casa, seu filho de 11 anos com baixa visão descobre o corpo. No local e na hora da queda só estavam presentes ele e a esposa. Quando as investigações começam duas hipóteses são levantadas: homicídio ou suicídio.
Assim como, depois que Sandra, a viúva, em uma excepcional interpretação de Sandra Hüller ,é levada ao tribunal ninguém pensa em uma terceira e também viável hipótese: acidente. A vida do casal é dissecada na corte e os respingos de sangue sujam o filho, vivido por Milo Machado Graner, outra notável interpretação.
A baixa acuidade visual do menino é uma metáfora da sociedade atual dividida:ou preto ou branco, ou isso ou aquilo, jamais uma terceira opção, opção essa que além de poder ser a verdadeira, pode ser a melhor para todos. A fotografia trabalha com closes fechados, às vezes em metade do rosto, uma boca que fala, olhos que tentam entender..Para quem espera uma resposta no final, não vai obter: a mesma está em aberto.
Não vou deixar de citar o cachorro Snoop, personagem muito fofo e importante na trama vencedora do Oscar de melhor roteiro original. O filme venceu a Palma de Ouro em Cannes.
![]()

Filmaço! Um drama tenso e bem escrito. Já faz um tempo que o assisti. Preciso revê-lo. Parabéns pela análise, Natasha!
Obrigada Eduardo.
Parabéns pelo artigo
Obrigada Marcelo.