Para marcar o lançamento, a arqueóloga Paula Nishida, uma das curadoras da mostra, ministrará uma palestra. Além disso, a programação inclui oficina de pedra lascada.
No dia 28 de fevereiro, às 11h, a Casa Museu Ema Klabin lançará o catálogo da exposição. Assim, o público poderá aprofundar o conteúdo apresentado na mostra. Com curadoria de Paulo de Freitas Costa e Paula Nishida, a exposição revela um território com cerca de 4 mil anos de ocupação humana. Ou seja, muito antes da fundação da vila colonial.
O percurso articula ciência, história e imaginação. Dessa forma, propõe compreender a relação dos primeiros habitantes com a paisagem que hoje abriga a maior cidade do país. Ao mesmo tempo, amplia o olhar sobre a memória e a formação de São Paulo.
Para aprofundar os temas, o catálogo reúne textos dos curadores. Nesse sentido, aproxima as perspectivas histórica e arqueológica. Além disso, o volume traz fotografias que documentam o percurso expositivo. Assim também, contextualiza visualmente as descobertas apresentadas.
Lançamento
Com entrada franca, o evento será realizado na área de eventos da Casa Museu Ema Klabin. Primeiramente, os curadores farão uma breve apresentação. O catálogo será disponibilizado ao público com sugestão de contribuição voluntária. Desse modo, o valor arrecadado apoiará as atividades da instituição.
Em seguida, a programação continua com a palestra presencial da arqueóloga e curadora Paula Nishida. A apresentação traçará um panorama dos contextos arqueológicos do município de São Paulo. Sobretudo, destacará a distribuição, a localização e os impactos dos sítios identificados. Além disso, evidenciará como a pesquisa arqueológica recupera aspectos pouco registrados na historiografia, mesmo em um território intensamente urbanizado.
São Paulo conta com cerca de 90 sítios arqueológicos identificados. Dentre eles, oito foram escolhidos para compor a exposição. Portanto, tornam-se referências para entender a formação histórica do território paulistano.
Do lítico ao contemporâneo: oficina de pedra lascada
Você sabe como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? Na arqueologia, líticos são rochas trabalhadas pelo gesto humano para funções específicas. Por exemplo, muitas ferramentas pré-históricas revelam soluções técnicas sofisticadas.
Às 14h, a oficina Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? propõe uma experiência prática. A atividade será conduzida pelo arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima. Durante a oficina, ele apresentará os princípios das indústrias líticas. Em seguida, orientará a produção de ferramentas em rocha. Dessa maneira, a proposta convida o público a enxergar São Paulo não apenas como metrópole. Mas também como território de longa ocupação humana, conectando memória, cultura e tecnologia.
Ciclo de palestras amplia panorama arqueológico
A exposição segue em cartaz até 29 de março. Paralelamente, ocorre um ciclo de palestras e eventos. A programação aprofunda os eixos curatoriais e amplia o diálogo com diferentes áreas do conhecimento. Inclusive, reúne pesquisadores em atividades presenciais e online.
Entre os destaques estão as palestras de Luis Symanski, sobre arqueologia diaspórica (18 de março). Também, Letícia Correa aborda o Sítio Lítico do Morumbi (26 de março). Ricardo Cardim tratará da Mata Atlântica (16 de abril). Além dessas atividades, o ciclo inclui oficinas e caminhadas presenciais conduzidas por Carolina Guedes, que exploram pintura rupestre e arte de rua (28 e 29 de março). Por fim, haverá a caminhada urbana promovida pelo coletivo Cartografia Negra (11 de abril), aproximando arqueologia e memória negra do século XVIII.
O objetivo é apresentar a diversidade de povos, práticas e modos de vida que constituíram o território paulistano. Assim, amplia-se o entendimento sobre a formação histórica da cidade. Consequentemente, o público acessa um panorama relevante do passado que não consta nos livros de História.
Serviço
28 de fevereiro de 2026 (sábado)
11h às 13h – Lançamento do catálogo da exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana, com os curadores Paulo de Freitas Costa e Paula Nishida, seguido de palestra com Paula Nishida. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Tradução e interpretação em Libras. Vagas: 95, por ordem de inscrição no site: https://emaklabin.org.br/em-cartaz/palestras-presencial-quando-sao-paulo-era-piratininga-arqueologia-paulistana
14h – Oficina Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas?, com Luiz Fernando Erig Lima. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Vagas: 30, por ordem de inscrição: https://emaklabin.org.br
Exposição: Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana
Curadoria: Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa
Até 29/03/2026 – Visitas de quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até as 18h.
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo.
Sobre a Casa Museu Ema Klabin
A residência onde viveu Ema Klabin, de 1961 a 1994, é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui obras de Marc Chagall e Frans Post. Além disso, reúne trabalhos de Tarsila do Amaral e Candido Portinari. O acervo contempla ainda artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, abrangendo 35 séculos.
A instituição é uma fundação cultural sem fins lucrativos. Assim, atua na preservação, pesquisa e difusão de seu acervo. Ao mesmo tempo, promove atividades culturais, educativas e sociais.
O jardim foi projetado por Roberto Burle Marx. Já a decoração foi criada por Terri Della Stufa. Dessa forma, a casa museu integra arte, arquitetura e paisagem em um mesmo espaço cultural.

