Análise do filme O destino bate à sua porta (1946)

Cinema Crime Critica de Filmes

Direção: Tay Garnett Com Lana Turner, John Garfield, Cecil Kellaway,Hume Cronin, Audrey Totter, Leon Ames, Heff York, Allan Reed entre outros A tragédia grega, no sentido de que não se escapa ao destino ( não só o título em português fala em destino, mas o original também ” The Postman always rings twice ” ) é uma grande referência do roteiro. #SPOILER, se não assistiu não leia O casal se conhece não por uma obra do acaso, quando Frank chega à lanchonete onde Cora trabalha e vive com seu marido em um casamento de conveniência, está exposta a placa: Procura- se homem. O duplo sentido é óbvio, a princípio NIck, o marido, procura um garçom; mas a mulher nova, com a sexualidade reprimida está à espera de um homem que lhe sacie os desejos. Eles se envolvem rápido e a química entre os dois é forte. Depois de tentativas de fuga fracassadas a opção que sobra é se livrar de NIck. Os personagens são dúbios, com caráter volátil, o que os torna alvos fáceis da manipulação dos advogados e policiais. Entre desconfianças, mentiras e poucos momentos de paz, o amor se perde .Estão presos em um jogo de gato e rato, dentro e fora da relação. Assim caminham até o final inexorável, do qual, como nas obras gregas, não poderiam escapar. Vale ressaltar que as cenas passadas na praia, sendo a água um símbolo onírico muito forte, que é a nossa primeira morada ( útero materno) tem além da beleza, um ideal do que poderia ter sido. Antes de tomar grandes decisões, o casal sempre resolve ir à praia, onde foram felizes no princípio.

Loading

Compartilhe nosso artigo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *