Dirigido por Barry Levinson e estrelado por Tom Cruise, Dustin Hoffman, Valéria Golino, Jack Hoffman, Bonnie Hunt e Beth Grant.
Olá, eu estou de volta com mais uma matéria. Quando eu era adolescente, amava os filmes com o Tom Cruise e ele foi um dos primeiros atores que eu tinha uma verdadeira paixão. Tudo que era dele, eu colecionava. Cheguei a ter 5000 fotos deles. É claro que muita coisa era repetida. Fora os filmes. Até 2001 vi todos. Cheguei a ver mais de 100 vezes o Top Gun. Enfim, eu amava o Tom Cruise… Para mim, ele era o meu marido, só ele que não sabia disso.
Eu vi pela primeira vez na época que saiu. Eu fui uma das primeiras a alugar a fita de VHS. Os donos das locadoras que eu frequentava, sabia o quanto eu queria ver esse filme. E, além dessa minha paixão pelo Tom Cruise, eu também sonhava em ser Psicóloga.
Na época, o estudo sobre pessoas com autismo igual o personagem do Dustin Hoffman não era tão falado, mas graças a Deus que as coisas avançaram bastante. Mesmo que muita coisa ainda tem que ser estudada. E acho que o Dustin Hoffman está perfeito nesse papel. É um bom filme até hoje. E acho super merecido os 4 Oscars que ganhou. Melhor filme, melhor diretor, melhor ator, e melhor roteiro original.
A trama conta a história de Charlie Babbitt (Tom Cruise), um jovem vendedor de carros de luxo em Los Angeles. Ele é um homem arrogante, ambicioso e está a beira da falência. Charlie é um cara que vive de negócios arriscados e está em desespero. Ele tem que salvar sua empresa de uma grande crise financeira. Quando ele recebe a notícia da morte do seu pai, quem não via há muito tempo, pensa que será a sua chance para mudar de vida. Ele vai para Cincinnati para saber sobre a herança. Mas, mera ilusão. Pois descobre que seu pai deixou apenas o carro clássico Buick 1949 e algumas coisas. E os três milhões de dólares do espólio foram para um tutor que ele não conhecia.
Movido pela raiva, inveja e curiosidade, Charlie investiga e acaba descobrindo que o verdadeiro herdeiro é Raymond Babbitt (Dustin Hoffman), um irmão mais velho que ele nem sabia que existia. Já que o rapaz sempre ficou internado em uma instituição Psiquiátrica.
Raymond é um homem com autismo savant. Ele tem habilidades excepcionais de memória e cálculo, porém tem dificuldades severas de socialização e afeto. Ele tem rotinas bem rígidas e entra em pânico diante de mudanças. E não conversa muito. Para Charles, o irmão é apenas alguém que lhe dará a chance de ter esse dinheiro que Charles acha que merece. Mas será que merece? Claro que não.
Charles decide tirar Raymond dessa instituição acreditando que se ficar mais parte do irmão mais velho, conseguirá negociar uma parte da herança. E eles começam uma viagem de carro pelas cidades dos Estados Unidos. Já que Raymond se recusa a viajar de avião. E durante essa viagem, as coisas começam gradativamente a mudar. É uma jornada emocional para ambos.
Charlie tenta lidar com as excentricidades e exigências do irmão como assistir programas na televisão nos horários que passavam ou comer em alguns restaurantes além das comidas específicas. Então, Charlie começa a descobrir o valor da paciência, da empatia e do amor incondicional.
Mas Raymond surpreende o irmão com suas habilidades matemáticas. Tem uma cena famosa onde Raymond conta instantaneamente centenas de palitos caídos no chão. Ele vai comovendo com a inocência e vulnerabilidade o irmão mais novo que antigamente só pensava nos lucros e em sua ambição.
Ou seja, uma coisa que eu gosto e muito desse filme é a mudança, o crescimento emocional e o amadurecimento que Charles tem ao passar um tempo com o irmão que ele via no começo como um empecilho.
Eu recomendo a todos. Eu vou ficando por aqui. Quem quiser comentar algo a respeito, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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