Avanços em imunoterapia e inteligência artificial aceleram o desenvolvimento de vacinas contra o câncer e já se aproxima a fase em testes humanos. E que vai poder contar com o Brasil em estudos clínicos nos próximos anos.
Um dos projetos mais avançados mira tumores associados ao vírus Epstein-Barr presente em mais de 90% da população mundial e relacionado a cerca de 200 mil casos de câncer por ano.
A proposta agora é ampliar esses testes em colaboração com países onde certos tipos de câncer são mais frequentes, como o linfoma de Burkitt, comum em regiões da África e também observado no Norte do Brasil.
Em Oxford, o desenvolvimento dessas vacinas já ocorre em múltiplas frentes, com candidatos em diferentes estágios:
Como LungVax: vacina contra câncer de pulmão.
Vacina para síndrome de Lynch: proposta preventiva para pessoas com alto risco genético de câncer.
Mas a outras vacinas em desenvolvimento como câncer de mama (incluindo casos ligados ao gene BRCA1), ovário, trato gastrointestinal e mieloma.
As vacinas contra o câncer atuam treinando o sistema imunológico para reconhecer células tumorais —que muitas vezes conseguem escapar das defesas do organismo. É como se a vacina mostrasse ao sistema imune onde está o tumor e a ver com mais precisão.
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