Um blockbuster ruim dos anos 90 disfarçado de 2022
Imagine um blockbuster de sci-fi onde a Lua colide com a Terra, mas a maior colisão é entre ambições grandiosas e execução ridícula. Moonfall: Ameaça Lunar (2022), dirigido pelo mestre dos desastres Roland Emmerich, responsável por Independence Day e 2012, chega prometendo apocalipse espacial com Halle Berry como a chefe da NASA, Patrick Wilson como astronauta e John Bradley como o cientista excêntrico. Vamos analisar por que o filme transforma uma premissa promissora em algo cada vez mais absurdo, sem justificar suas reviravoltas, revelando falhas na direção, roteiro e efeitos visuais de uma equipe técnica que parece presa no passado.
Emmerich, conhecido por destruir o mundo em tela grande, reúne aqui um elenco estelar e orçamento milionário, mas entrega uma experiência que questiona: vale a pena assistir Moonfall ou é só um eco patético dos anos 90 em 2022?
Roland Emmerich conduz Moonfall com sua assinatura: destruição em escala épica, mas sem o charme autoconsciente de seus melhores trabalhos. A direção prioriza espetáculo sobre lógica, transformando o plot inicial: a Lua saindo de órbita, em uma espiral de absurdos sem preocupação em justificar as reviravoltas. Circunstâncias acontecem sem contexto ou motivações específicas, tanto na trama principal quanto nas subtramas familiares e conspiratórias, deixando o espectador perdido em um ritmo acelerado que não dá tempo para processar o caos.
Emmerich parece apostar no “tão ruim que é bom”, mas falha ao levar o filme a sério demais, misturando drama sci-fi hardcore com troques de “disaster movie”. A visão artística carece de inovação, evocando filmes dos anos 90 como um blockbuster genérico em pleno 2022. Patético!
O elenco luta contra um roteiro fraco, mas John Bradley (de Game of Thrones) é o ponto alto inesperado. Seu personagem, o cientista K.C. Houseman, entrega tiradas hilárias que arrancam risadas genuínas em meio ao desastre, salvando cenas com timing cômico perfeito. Halle Berry e Patrick Wilson cumprem o dever como líderes determinados, mas diálogos ridículos limitam seu brilho. O suporte de Michael Peña e outros fica diluído nas subtramas subdesenvolvidas, sem motivações claras.
Os efeitos visuais, responsabilidade da equipe técnica liderada por Emmerich, são o maior pecado: tão perceptivelmente falsos que lembram sci-fi da década de 50. Tsunamis gigantes e explosões lunares parecem CGI datado, sem a sofisticação de 2012. A cinematografia falha em criar imersão, com enquadramentos previsíveis e paleta de cores exagerada que grita “blockbuster comercial”.
Edição acelera demais, cortando transições e exposições desnecessárias que pesam a ação. Não existe respiro no longa-metragem.
A trilha sonora amplifica o drama sem impacto emocional, enquanto design de som soa artificial. É um filme mega comercial, buscando ser blockbuster com cena final que dá gancho para continuação (espero que nuca aconteça), um puro sequel bait.
O roteiro, coescrito por Emmerich, Harald Kloser e Spenser Cohen, começa simples e vira bagunça: a Lua é uma megaestrutura alienígena? Revelações chegam sem contexto, subtramas se dissolvem e o plot ignora ciência básica. É “over-explaining” misturado a absurdos, como uma jornada suicida ao núcleo lunar que soa meio infame.
Moonfall de Roland Emmerich é um desastre narrativo: trama absurda sem justificativas, efeitos datados e subtramas vazias, apesar do carisma de John Bradley. Um blockbuster ruim dos anos 90 disfarçado de 2022, que prioriza explosões sobre coerência.
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