Mussum foi um humorista, músico, ator e compositor brasileiro. Ele começou sua carreira como músico. Mussum cantava com os Originais do Samba e mais tarde, integrou-se ao grupo humorístico Os Trapalhões no qual permaneceu até a sua morte.
Antônio Carlos Bernardes Gomes era seu nome de batismo. No início da década de 1960, “Carlinhos” como ele era chamado, abandonou a posição de Cabo da Força Aérea Brasileira para cantar. Música era sua verdadeira paixão e ele criou o grupo musical Original do Samba. No grupo, ele se destacou como percussionista e tocador de reco-reco. Foi aí que ele ganhou dois apelidos: “Carlinhos da Mangueira” e “Carlinhos do Reco-Reco”.
Mussum tinha muito bom humor e carisma. E isso o levou para a televisão brasileira. Ele atuou em alguns programas e passou por algumas emissoras até Dedé Santana convidá-lo para participar do quarteto humorístico, os trapalhões formado pelo próprio Dedé além de Renato Aragão e Zacarias.
O apelido “Mussum” foi dado por Grande Otelo, e esse apelido acabou virando nome artístico. Mussum chegou a gravar dois discos em carreira solo e que fizeram muito sucesso. Mussum e Almir Guineto trouxeram para nós, o famoso banjo brasileiro que veio a popularizar no pagode brasileiro na década de 1990.
No grupo Original do Samba, Mussum ficou por 14 anos e gravou 13 álbuns. E teve sucesso em músicas como: como “Falador Passa Mal”, “Tragédia no Fundo do Mar (O Assassinato do Camarão)” e “Aniversário do Tarzan”.
Em 1965, Mussum foi chamado para participar do quadro Escolinha que passava no Programa Chico Anísio Show. E foi convidado pelo próprio Chico Anísio. Dizem que foi o próprio Chico quem sugeriu a Mussum o uso da sua linguagem característica, terminando as palavras em is, como “tranquilis” e “como de fatis”, algo que se tornaria marca registrada de seu personagem.
Ele sofria vários ataques de racismo até mesmo dos outros integrantes, mas ele não deixava barato e revidava na mesma moeda. E ensinou isso para os seus seis filhos. Em julho de 1994, Mussum foi internado no Hospital Pró-cardíaco do Rio, devido a uma grave insuficiência cardíaca. Ele tinha a mesma doença do pai, cardiomiopatia dilatada e precisou fazer um transplante no coração.
Apesar de ter sido bem sucedido o transplante no coração, Mussum acabou falecendo no dia 29 de Julho de 1994.
![]()

