Dirigido por George Seaton e estrelado por Maureen O’ Hara, John Payne, Edmund Gwenn (quem ganhou Oscar de melhor ator Coadjuvante) e Natalie Wood.
Olá a todos. Eu sei que Natal é só mês que vem, mas já decidi começar a trazer filmes com a temática natalina. Essa é a primeira versão de 1947. E é sem dúvida, a minha versão favorita. Não tenho nada contra a segunda versão com a Mara Wilson, porém a versão de 1947 tem um quê a mais para mim. Talvez seja o fato de ser com a Natalie Wood e eu acompanhar o seu trabalho? Maureen O Hara fazendo o papel da mãe dela? Ou ainda ter o Edmund Gwenn? Eu não sei, só que é outro filme que me emociona muito.
Achei interessante compartilhar por aqui, já que sei que muitos não conhecem e/ou tiveram oportunidade de conhecer essa primeira versão. Então… Serei advogada do Didi e falarei sobre.
Esse filme é um clássico natalino que mistura ternura, crítica social e um toque de fantasia, explorando o poder da fé e da imaginação em uma sociedade que está cética. Ele fala de esperança, de acreditar nos sonhos novamente que nem as crianças no dia de Natal.
A história começa durante o famoso desfile de Ação de Graças da loja Macy’s em Nova York. E essa loja é situada na rua 34. Por isso o título em Inglês. Eu peço desculpas, mas prefiro essa tradução. Voltando ao filme: A responsável pela organização do evento, Doris Walker (Maureen O’. Hara) é uma mulher prática e racional e que descobre que o ator contratado para se vestir de Papai Noel está bêbado. Ela fica desesperada já que não sabe quem colocar no lugar. É nessa hora que encontra um senhor simpático, com uma barba branca (verdadeira). Esse senhor é chamado de Kris Kringle. (Edmund Gwenn). E ele parece muito com a figura do Papai Noel. Doris, o convida para ficar no lugar do ator e fazer de conta que era o bom velhinho no desfile.
Kris faz tanto sucesso que é contratado pela Loja Macy’s para trabalhar como Papai Noel durante toda a temporada de Natal. Ele insiste em dizer que é o verdadeiro Papai Noel, o que desperta desconfiança e curiosidade nas pessoas… Tanto nas pessoas que trabalham com ele, quanto nos clientes.
Como o bom velhinho, ele é um homem que está sempre de bom humor e sua generosidade é fora do comum. E isso conquista a todos em sua volta. Esse comportamento peculiar acaba chamando a atenção de Granville Sawyer, o psicólogo da Loja que o acha mentalmente perturbado.
Doris, quem tinha contratado Kris naquele evento, é uma mulher totalmente cética a tudo que envolve magia. Ela é divorciada e cria sua filha Susan (Natalie Wood) de uma forma extremamente racional. A menina também não acredita em Papai Noel, contos de fadas e afins. E quando Kris começa a conviver com as duas e tenta despertar em Susan a capacidade de acreditar em algo além do que se pode ver e provar, aos poucos a menina passa a se encantar pelas coisas que o Kris fala para ela. E a menina passa a duvidar das certezas absolutas que foram ensinadas a ela.
Quando Kris é acusado de insanidade e levado a julgamento, seu amigo e advogado Fred Gailey (John Payne), que também é seu vizinho e grande admirador de Doris, assume sua defesa. Esse julgamento ganha proporções públicas e agora eles terão que provar que aquele homem realmente é ou não o Papai Noel.
Eu fico emocionada toda vez que eu vejo esse filme. A inocência infantil, a fé e o poder da crença é algo que existe desde sempre. O filme az uma crítica ao consumismo e ao pragmatismo. Ver Natalie Wood assim dá vontade de colocar no potinho e guardar para sempre… Pensem em uma garotinha fofa.
Bem, eu vou ficando por aqui. Podem me chamar de velha emotiva, eu deixo. Quem quiser deixar um comentário abaixo, fique a vontade. O que vocês acharam do filme? Espero que tenham gostado. Um beijo a todos e até a próxima.
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Parabéns pela artigo, ficou show de bola, suas análises de filmes são excelentes