Análise do filme A esposa (2017)

Cinema Critica de Filmes

” Direção:Björn Runge/2017Com Glenn Close, Jonathan Price ,Christian Slater, Annie Stark, Harry Lloyd ,Max Irons entre outros Até que ponto conseguimos abrir mão de nós mesmos para fazer uma relação funcionar? E, se o fazemos seria por quais sentimentos?Amor, dependência, covardia, resignação?E mesmo que seja por amor, ao nos anularmos não estaríamos nutrindo um ódio furtivo pelo objeto do mesmo?Joan ( Glenn Close) recebe junto com o marido Joe (Jonathan Price )a notícia de que ele foi agraciado com o Nobel de literatura. É uma premiação dada a mais de trinta anos de carreira.Vemos os dois pulando na cama como duas crianças ao receber a notícia Porém, antes disso a câmera nos revela um olhar, não tão feliz, meio que raivoso e frustrado de Joan. Glenn Close ganhou cinco prêmios por seu desempenho, entre eles o Globo de Ouro e o Critic’s Choice Awards. O roteiro escrito por Jane Anderson, baseado no livro de Meg Wolitzer volta no tempo, para o começo da relação dos dois, da aluna que admira e é apaixonada por seu professor casado. Sua insegurança em relação ao seu talento aumenta ao conhecer uma famosa escritora que lhe diz que ninguém lê algo escrito por uma mulher. ” Um escritor precisa escrever ” diz a jovem. Ouve em resposta:” Um escritor precisa ser lido “.Essa resposta define muito de como seria o futuro casamento dos dois. Joe é arrogante, infiel, mulherengo e trata o filho ,que também aspira à carreira literária de forma rude. Seu ego imenso parece esconder uma insegurança de igual proporção. Entre idas e vindas no tempo, a espera para o prêmio em Estocolmo em 1992, e o começo da relação no final dos anos 50, vemos a dinâmica estranha do casal. Uma revelação inesperada nos leva à pergunta inicial. E a protagonista embora seja muito mais do que uma esposa, acima de tudo o é. Mais uma grande atuação de Close.

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4 thoughts on “Análise do filme A esposa (2017)

  1. Muito boa a análise.
    O grande trunfo do filme é a atuação magistral de Glenn Close, que domina a tela com uma fúria contida e silenciosa. O roteiro é um estudo de personagem afiado que desconstrói o mito do gênio literário, expondo o apagamento feminino e as tensões sufocantes de um casamento construído sobre segredos e sacrifícios. Mais uma vez, parabéns!

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