Análise do Filme: Stella Dallas. (1937)

Critica de Filmes

Dirigido por King Vidor e estrelado por Barbara Stanwyck, John Boles, Anne Shirley, Barbara O’Neil, Alan Hale Sr., Tim Holt, Nella Walker, Ann Shoemaker e Marjorie Main.

Eu tenho esse filme no Box da atriz que as obras primas lançaram alguns anos e resolvi rever a semana passada. Eu adorei essa ideia. Se eu recomendo o filme? Com certeza. Amei tudo.

Sou muito fã da Barbara Stanwyck e é claro que eu amei o papel que ela fez aqui. Stella Dallas é um drama muito bem dirigido e produzido. Barbara Stanwyck no início do filme chama Stella Martin e vê sempre um homem fino, elegante passar na frente da casa dela, porém ele não a vê.

Esse homem é empresário e um dos donos da loja onde o pai e o irmão dela trabalham. Certo dia, Stella leva comida ao irmão na empresa e conhece Stephen Dallas (John Boles), o homem que ela sempre admirava passar.

Os dois começam a conversar e ir a alguns encontros como ir ao cinema, fazer piqueniques, jantares e coisas do tipo. Stephen é apaixonado por outra mulher, chamada Helen, mas essa mulher acabou casando com outro. Então a Stella Martin o ajudou sair dessa depressão ou coração ferido.

Naquela época, Stella não era tão extravagante ou espalhafatosa. E dizia a ele que gostaria de aprender a agir e a se comportar com mais fineza e elegância já que ele é um homem de alta classe e sempre é muito educado e cavalheiro.

Stella Martin era uma mulher de classe baixa. O pai e o irmão eram operários e viviam em uma casa simples e sem muito luxo. Stephen e Stella se casam e ela se muda para a mansão da família Dallas. Porém ela não faz como o combinado, pelo contrário, Stella o envergonha com o jeito extravagante de ser.

Logo depois que nasceu a filha deles, ao invés de Stella querer ficar em casa e repousando para logo ficar boa, quis ir a uma festa do clube do qual eles eram responsáveis. E nessa festa, ela conheceu Ed Munn (Alan Hale Sr)

E esse senhor, Ed Munn, era tão extravagante e não se preocupava com as boas maneiras tanto quanto ela. E foi aí que o casamento dos  Dallas começou a piorar.

Esse filme é de 1937 e conta uma história de 1919. Naquela época boas maneiras era extremamente importantes, cobrado pela sociedade da época. Uma mulher casada dançando com um homem que não fosse o seu marido e ainda mais rindo alto era algo escandaloso.

Seu marido, Stephen Dallas ficou incomodado, magoado e cobrou Stella daquilo que ela tinha falado a ele, anos atrás sobre ela aprender a agir e a se comportar como uma mulher com mais classe e boas maneiras.

Os dois ficaram casados por anos, mas vivendo em cidades diferentes, porém ainda se vendo por causa da menina. Stephen era um pai presente e paparicava sua filha, mimando sempre que podia sua filha, Laurel.

E sem o Stephen ao seu lado, Stella Dallas pode se soltar mais e sempre saía com seu amigo, sem se lembrar de que esse comportamento era mal visto pela sociedade do qual a filha e o marido estavam inseridos.  

Laurel vivia com a mãe e por vários momentos se sentia desconfortável com as brincadeiras sem noção do “Tio Ed”. Ela era uma moça educada, inteligente e sempre estava visitando o seu pai onde ele morava.

Laurel começou a namorar um rapaz da alta sociedade e uma vez sua mãe foi até o lugar onde ela passava uns dias com seus amigos da elite. Laurel era completamente apaixonada pela mãe e as duas tinham uma relação simbiótica, mas quando a menina viu todo mundo tirando sarro da mãe dela, a garota sentiu uma vergonha imensa da mãe, mesmo sendo extremamente grata a ela.

Laurel estava construindo sua identidade. E estava vivendo em dúvida, e dividida entre o amor materno e sua vida social. Ela sabia que sua mãe não era feliz naquele ambiente em que a menina se sentia plena.

Quando Laurel descobre que os amigos estavam tirando sarro de sua mãe, ela saiu correndo, se sentindo totalmente desconfortável e as duas mulheres voltaram para casa. E durante a viagem, Stella Dallas ouviu duas amigas de a filha conversarem sobre ela mesma.

E foi a partir daí que Stella Dallas começou a mudar. Ela percebeu que seu modo de ser estava atrapalhando a filha. Stella pensou que talvez fosse melhor abrir mão daquilo que mais amava no mundo em prol da felicidade da filha.

Ambas as mulheres começaram a passar por uma grande barreira. “Será que Stella Dallas conseguiria mudar o seu jeito de ser espalhafatoso?” ou até mesmo “Será que ela conseguiria viver longe de sua amada filha?”.

“O que Stella Dallas deveria fazer? Viver ao lado da filha sem se importar com as normas da sociedade e viver longe da alta sociedade mesmo sabendo que era essa realidade que a Laurel se sentia em casa ou deixar sua filha aos cuidados do pai, Stephen Dallas e da madrasta?”

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