Esse documentário musical foi dirigido por Flávio Frederico e explora a trajetória da soul music no Brasil e estabelece uma conexão direta entre a resistência histórica dos quilombos e a afirmação da identidade negra nos bailes black das décadas de 1960 e 1970.
Neste documentário nomes de importantes intelectuais negros como Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez e Edneia Gonçalves, que analisam o baile como um “quilombo moderno” e espaço de resistência política contra o racismo durante a ditadura militar.
O documentário argumenta que a “alma” da negritude brasileira pulsa tanto nos antigos quilombos quanto nas pistas de dança urbanas contemporâneas.
Além de mostrar depoimentos e performances de grandes nomes da música negra brasileira, como Tony Tornado, Tim Maia, Wilson Simonal, Sandra de Sá, Zezé Motta, Jorge Ben Jor, entre outros.
Enfim é um amplo mergulho no universo negro por meio da música soul, retratando desde o surgimento do gênero, a chegada no Brasil no final dos anos 1960, o sucesso na indústria fonográfica até o ápice com os famosos bailes blacks no Rio de Janeiro e em São Paulo. O documentário retrata, além dos aspectos musicais, o movimento de valorização da cultura negra e a luta política contra o racismo na época.
Então para os amantes de uma boa música, tanto Soul Music quanto um samba de qualidade vai adorar ver esse documentário assim como eu adorei. São praticamente 104 minutos de pura aula sobre os negros e sobre as músicas afro. Durante o documentário bateu um saudosismo imenso já que sou dessa época. E adoro Soul Music, Blues, Jazz. Como eu costumo dizer meu estilo musical é bem refinado.
O documentário “Alma Negra — Do Quilombo ao Baile” vai estrear nos cinemas brasileiros dia 14 de Maio de 2026. Você pode conferir os horários e comprar ingressos através de plataformas como o Ingresso.com.
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