Os Dez Piores Maridos do Cinema

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Irascíveis, violentos, enganadores e aproveitadores. Esses são alguns atributos de personagens que representam os piores maridos do cinema. Aqui estão, em ordem de lançamento:

  1. Charles Boyer como Gregory Anton em “Gaslight” ou “À Meia Luz” (1944), direção de George Cukor. Aparentemente um cavalheiro e apaixonado, ele é, na verdade, um mentiroso manipulador. O filme deu origem ao termo “gaslight”, usado para mostrar uma pessoa que distorce a realidade. Era assim que Gregory agia, tentando fazer a esposa Paula Alquist (Ingrid Bergman) pensar que estava ficando louca.
  2. Marlon Brando como Stanley Kowalski em “Uma Rua Chamada Pecado” (1951), direção de Elia Kazan. Kowalski é um machista impulsivo e alcoólatra que entra em choque com a cunhada Blance Dubois (Vivien Leigh). Ele é bastante possessivo com a esposa Stella (Kim Hunter) e o relacionamento deles é tóxico. Vivien Leigh recebeu o Oscar de Melhor Atriz por seu papel como Blanche Dubois.
  3. John Cassavetes como Guy Woodhouse em “O Bebê de Rosemary” (1968), direção de Roman Polanski. Trata-se de um personagem extremamente cruel e perverso, que se contrapõe à inocência e fragilidade da esposa Rosemary (Mia Farrow). Ele é um ator e, no início, aparenta ser um homem charmoso e normal mas se revela disposto a sacrificar sua família pelo sucesso.
  4. Gianni Russo como Carlo Rizzi em “O Poderoso Chefão 1” (1972), de Francis Ford Coppola. Rizzi é um marido violento que trai e espanca a mulher Connie Corleone (Talia Shire). Seu objetivo com esse casamento é apenas tornar-se importante na família Corleone, a quem acaba atraiçoando.
  5. Al Pacino como Michael Corleone em “O Poderoso Chefão 2” (1974), de Francis Ford Coppola. Michael Corleone era, a princípio, idealista e distante dos negócios mafiosos da família Corleone. Com a morte do pai Vito Corleone (Marlon Brando) e do irmão Sonny (James Caan), ele se torna um chefe frio e impiedoso. Isso também ocorre no seu casamento com Kay Adams (Diane Keaton), com quem mantém uma atitude gélida e repleta de mentiras e mágoas. Enfim, um relacionamento bastante complicado.
  6. Jack Nicholson como Jack Torrance em “O Iluminado” (1980), de Stanley Kubrick. No filme, o personagem é claramente hostil à companheira, que considera um estorvo para seu objetivo de escrever um livro. Não há demonstrações de carinho com Wendy (Shelley Duvall) e sim grosserias e manipulações, que podem ser consideradas gaslightning. Com o tempo, ele se torna um assassino implacável que tentar assassinar a esposa e o filho.
  7. Patrick Bergin como Martin Burney em “Dormindo com o Inimigo” (1991), de Joseph Ruben. Laura (Julia Roberts) casa com um homem bonito e sedutor que se revela violento, ciumento e abusivo. Ela finge um afogamento para escapar dele.
  8. Christoph Waltz como Walter Keane em “Grandes Olhos”, de Tim Burton (2014). Uma história real sobre uma das maiores fraudes no mercado de arte no século XX. Keane é um vendedor extremamente talentoso, que se apropria da autoria das pinturas realizadas por sua mulher Margaret Keane (Amy Adams). Delirante e manipulador, Walter chega a acreditar que as obras são mesmo de sua autoria, isola Margaret em seu atelier, e passa a ameaçá-la de morte se ela revelar o segredo.
  9. Javier Bardem como Ele em “Mãe!”, de Darren Aranofsky. Trata-se de um personagem egoísta e sem empatia neste filme alegórico. Ele é, praticamente, uma metáfora do machismo.
  10. Jonathan Pryce como Joe Castleman em “A Esposa”, de Bjorn Runge. Castleman é um romancista de sucesso aos olhos do público mas, na verdade, ele é um sujeito egocêntrico, adúltero e imaturo. Esse é mais um filme em que o marido se apropria do trabalho da companheira. Joan (Glenn Close) é a esposa que se submete a essa fraude.

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