Uma jovem guerreira chamada Fantaghiró se torna conhecida por suas habilidades em combate enfrentando inimigos e vencendo todos de igual pra igual. Sempre acompanhada por sua fada madrinha e com o poder de falar com plantas e animais, Fantaghiró decide abandonar as armas quando se apaixona por Romualdo, seu príncipe encantado. Pouco depois do casamento, eles são alvo de uma terrível maldição e agora somente ela poderá vencer o poder da malvada bruxa negra e seu exército das trevas.
Dirigido por Lamberto Bava, na verdade trata-se de uma minissérie italiana com mais de 3 horas de duração que aqui foi lançada em VHS no formato de dois filmes. É uma fábula romântica com muita ação e (d)efeitos especiais dignos de Chapolin e aquelas produções classe Z da Sessão da Tarde.
Com atuações nível de novela mexicana (inclusive com a dublagem indo por aquele caminho) é impossível não se divertir com o festival de canastrice por segundo que nos é presenteado especialmente pela bruxa má interpretada por Brigitte Nielsen fazendo um espetáculo de caras e bocas.
A protagonista Alessandra Martines mesmo com sua inexpressividade até que faz bem o papel de guerreira valente com falas que deixariam Éowyn orgulhosa. O príncipe da história “interpretado” por Kim Rossi Stuart talvez seja o pior do elenco, junto com a fada que parece saída de alguma produção tosca do Cine Privé, ambos conseguem uma coleção de cenas absurdamente ridículas e inacreditáveis.
Inacreditável também é o ato final do filme que me fez aplaudir sozinho em meio a muitas gargalhadas. Me baseando pelos créditos, essa versão lançada aqui foi a dublada em inglês que por sua vez foi dublada em português pelo elenco quase que em peso de Chaves/Chapolin e eles talvez tenham entrado no espírito da avacalhação, já que em vários momentos não dá pra levar a sério o tom de voz que utilizam em alguns diálogos.
No fim das contas é uma tosqueira muito divertida para quem curte esse tipo de produção. Ah, a trilha sonora também é muito boa e foi assinada por Amedeo Minghi. Vale a pena ver nem que seja por uma mórbida curiosidade e se deparar com pedras falantes, vilões caricatos ao extremo, a magia da edição e muito mais.
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Kkkkkkk. Amei. Essa análise do filme. ALEXANDRE.. fiquei até curiosa pra assistir. Parabéns