Análise do filme: Filadélfia. (1993)

Critica de Filmes

Dirigido por Jonathan Demme e estrelado por Tom Hanks, Denzel Washington, Antonio Banderas, Buzz Kilman, Mary Steenburgen e Ron Vaxter.

Esse drama aborda com sensibilidade e realismo temas como preconceito, AIDS, Homofobia e justiça em uma época que a AIDS matava milhares de pessoas. Infelizmente, eu vi muitos ídolos meus morrerem por causa do mal do “final do século 20”. Essa doença não escolhia etnia, idade, gênero, classe social, tipo de sexualidade. Quando as pessoas pegavam essa doença, o restante das pessoas ficava morrendo de medo. É claro que ela era contagiosa e tinha “regras” dos quais, você seguia para não pegar e muito menos passar para outras pessoas.

A homossexualidade naquela época era vista de uma forma ainda pior do que vimos hoje em dia. O pré-conceito era repugnante. E as pessoas que amavam outras do mesmo sexo sofriam ainda mais e em silêncio. Como se amar alguém do mesmo sexo fosse uma doença. O que não é. A Organização Mundial da Saúde deixou de considerar homossexualidade como doença em 1975. Ou seja, o prefixo ismo foi tirado dessa palavra há simplesmente 50 anos.

A história acompanha Andrew Beckett (Tom Hanks) é um jovem e talentoso advogado que trabalha em um dos mais prestigiosos escritórios de advocacia de Filadélfia. Andrew é considerado promissor. É respeitado pelos colegas e todos dizem que tem um futuro brilhante. Mas ninguém sabe que ele é gay e que está infectado pelo vírus HIV (vírus da AIDS). Algo que, na época era cercado por grande estigma e preconceito.

Quando seus chefes descobrem sinais de sua doença, o pré-conceito foi coberto e dando a desculpa que houve uma falha profissional por parte de Andrew, o rapaz é demitido de forma repentina e injusta. E infelizmente, isso aconteceu com milhares de pessoas na vida real. Viver nessa época foi sombrio por mais de uma década.

Andrew convencido de que foi vítima de discriminação sexual e por ser portador da AIDS, decide processar o escritório do qual antes era um dos queridinhos. Porém, ele passa por um enorme obstáculo: Nenhum advogado quer representá-lo. (Nenhuma surpresa por aqui). Os outros advogados tinham medo do preconceito social, do contágio da doença entre outras coisas.

Desesperado, e praticamente sem esperanças já que sua doença avançava a cada dia, Andrew procurou Joe Miller (Denzel Washington), um ótimo advogado que é especialista em causas comuns e com atitudes abertamente preconceituosas contra os gays. No início, Joe recusa o caso, mas depois de ver a forma cruel que Andrew é tratado em uma biblioteca pública, o faz mudar de ideia. Essa cena mostra o isolamento e a falta de humanidade que os portadores de HIV passavam na época.

A partir daí, os dois advogados formaram uma aliança que de outra forma seria improvável. Joe tinha um estilo de vida totalmente diferente de Andrew. E durante o processo, Joe passa por um grande processo de maturidade e transformação pessoal. E começou a questionar seus próprios preconceitos e olhar de uma forma mais humana diante da dor de Andrew e de Miguel Alvarez (Antonio Banderas), parceiro de Beckett.

Esse filme é lembrado pelo seu forte impacto social e emocional e contribuiu muito para a conscientização sobre a AIDS e os direitos da comunidade LGBTQ+. Tom Hanks ganhou Oscar de melhor ator e a canção “Streets of Philadelphia” de Bruce Springsteen, também ganhou Oscar e foi de melhor canção original. Ambos os prêmios foram merecidos.

Mas e vocês? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Beijos e até a próxima matéria.

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