Estreia em SP espetáculo autoral inspirado em “O Médico e o Monstro” que explora conflitos nas relações humanas.

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“Katharine: O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde” propõe reflexão sobre comportamentos coletivos em sessões semanais, aos sábados, às 23h, em temporada que vai de 6 de junho a 25 de julho, no Teatro Itália.

“Ainda vivemos cercados de moralidade, julgamentos públicos e silêncios convenientes. A peça toca neste lugar incômodo, onde todos condenam o erro alheio, mas negociam com os próprios.” (Conrado Paladini)

Beá Pacheco (Katharine), entre Sr. Hyde e Dr. Jekyll (Conrado Paladini) | Fotos: Camila Mendes

Com a proposta de abordar as contradições humanas e propor a reflexão sobre temas incômodos como abuso, violência e transtornos psicológicos, o espetáculo teatral “Katharine: O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde” chega ao palco do
tradicional Teatro Itália, no centro de São Paulo, com sessões às 23h, semanalmente, aos sábados, para temporada de 6 de junho a 25 de julho.

Conrado Paladini, que também se reveza na pele dos personagens masculinos, assina o texto, inspirado em “O Médico e o Monstro”, do escocês Robert Louis Stevenson, clássico do horror e ficção científica da literatura, que também fez sucesso no cinema. Assim como na obra do século 19, a sociedade do universo de “Katharine” é marcada pela hipocrisia, comportamento que atravessa os tempos. “A dualidade é uma das questões mais humanas que existem, por isso está na montagem. Jekyll e Hyde não interessam apenas como figuras fantásticas, mas como expressão de algo que ainda vemos todos os dias: pessoas tentando separar aquilo que mostram daquilo que escondem”, diz o autor e ator.

A partir da relação entre Katharine, vivida por Beá Pacheco, e o Dr. Jekyll, a montagem expõe uma sociedade repleta de máscaras, hipocrisia e jogos de poder em relação a seus desejos e relacionamentos. Ao longo da narrativa, o que se revela
não é a existência de monstros isolados, mas a construção coletiva de comportamentos, desejos e violências com que todos convivem. Em sua narrativa, o eixo tradicional se desloca para os conflitos das relações humanas e da sociedade
contemporânea, na qual a dualidade entre bem e mal deixa de ser tratada como um embate entre opostos e passa a ser compreendida como parte estrutural do comportamento do ser humano.

Beá faz sua estreia nesta temporada de 2026 – a peça fez algumas apresentações experimentais no Rio e em SP – e assume o
posto com uma Katherine física e emocionalmente intensa. “Ela foge das simplificações que passaram a dominar personagens femininas. Ela não é a guerreira idealizada que transforma dor em romantização, nem a super-heroína irreal que não precisa de ninguém, não teme, não cai e não deseja ser amparada. Também não é uma figura fraca, passiva ou condenada ao papel de vítima. Katharine é real. Ela sofre, erra, deseja, teme, manipula, resiste e atravessa o inferno sem permitir que aquilo que fizeram com ela determine quem ela é”, explica a diretora da montagem.

A encenação tem cenas de nudez, linguagem verbal explícita, discursos de ódio em contexto dramático e simulação de violência sexual, abordando, de forma direta, dinâmicas de poder, violência e vulnerabilidade nas relações humanas, podendo gerar forte impacto emocional. Por conta da temática, a classificação indicativa é para espectadores a partir de 16 anos. Sem oferecer respostas fáceis, o espetáculo leva o público a um lugar desconfortável, onde moral, desejo e sobrevivência se confundem, provocando uma reflexão direta sobre quem somos enquanto indivíduos e sociedade. No palco, o que se vê é uma abordagem dramática e naturalista que valoriza presença, atmosfera, técnica e densidade dramática dos personagens.

Na direção está Helena Coutinho, parceira de Conrado na produtora Coutinho & Paladini, formada há sete anos pelos artistas e criadores para o desenvolvimento de seus espetáculos próprios. “A peça toca em uma questão cada vez menos percebida: ser bom não é fácil. A virtude não é um estado natural nem uma aparência pública, mas uma escolha difícil, construída no conflito entre desejo, culpa, medo, caráter e responsabilidade. Nossos valores não nascem prontos, precisam ser moldados, trabalhados e colocados à prova ao longo da vida. Em um tempo em que o amoral muitas vezes parece ter se tornado regra, a peça nos lembra que a bondade verdadeira exige esforço, consciência e enfrentamento de si”, analisa a diretora.

Na Coutinho & Paladini, o modelo de trabalho é autoral: a dupla Helena e Conrado concentra todas as áreas criativas das montagens que realiza, incluindo dramaturgia, direção, cenografia, figurino e concepção estética, atuando também diretamente na execução técnica, como construção de cenários e confecção de figurinos. Em “Katharine”, além da direção, Helena também responde pela produção geral e pela condução artística do trabalho de voz e corpo dos atores, além da coordenação de todas as equipes envolvidas, com sua experiência como musicista e coreógrafa. Conrado, além de autor e intérprete de Dr. Jekyll e Hyde, fica também com a dramaturgia do espetáculo e acompanha o desenvolvimento da montagem em diálogo com a direção, contribuindo nos processos criativos e em frentes da produção.

O espetáculo utiliza a base narrativa de “O Médico e o Monstro” para investigar questões contemporâneas ligadas à construção de identidade, às relações de poder e à normalização da violência. A proposta desloca o foco da figura do “monstro” como elemento isolado e passa a observar os mecanismos sociais que estruturam comportamentos. Nesse sentido, a obra não busca apontar culpados individuais, mas evidenciar dinâmicas coletivas, colocando o espectador diante de um espelho direto e incômodo sobre a sociedade e sobre si mesmo.

BIOGRAFIA HELENA COUTINHO:
Helena Coutinho é diretora, atriz, musicista, coreógrafa, preparadora corporal e vocal, produtora artística e cultural, com mais de 30 anos de trajetória nas artes. À frente da Coutinho & Paladini, desenvolve um trabalho marcado pela integração entre criação estética, direção artística, produção executiva e pensamento cênico, além de atuar também na construção estratégica dos projetos, articulando criação, produção, comunicação e expansão institucional.. Sua formação atravessa diferentes campos do conhecimento e da prática artística. Cursou Direito pela Universidade Estácio de Sá, possui formação técnica em Música pela Escola de Música Villa-Lobos e ampla formação em Dança pela Escola Jaime Arôxa. Essa combinação entre pensamento estruturado, sensibilidade musical, consciência corporal e experiência cênica sustenta sua atuação como artista e diretora.

BIOGRAFIA CONRADO PALADINI:
Conrado Paladini é autor, ator, dramaturgo, romancista e diretor. Sua trajetória artística transita entre teatro, literatura, fantasia, romance e construção dramatúrgica, com foco em narrativas autorais, personagens de alta densidade psicológica e universos ficcionais marcados por conflito, imaginação e intensidade. É formado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e possui MBA em Processos. Essa base em gestão, estratégia e estruturação de projetos se soma à sua atuação artística, contribuindo para uma visão de criação que combina dramaturgia, organização, desenvolvimento de método e construção de universo. Como dramaturgo, é autor também de “Gênesis”, “Vai Entender” e “Obsessivo”,
espetáculos com estreia prevista para este ano. Autor de fantasia e romances, finaliza seu próprio método de construção de personagem, que será lançado em livro ainda este ano. Além disso, prepara o lançamento de “Crônicas Abissais”, obra literária que reforça sua atuação como autor de mundos ficcionais, narrativas densas e imaginação épica. Ao lado de Helena Coutinho, integra a direção criativa da Coutinho & Paladini, produtora que desenvolve projetos teatrais, literários, audiovisuais e formativos com forte identidade autoral.

BIOGRAFIA BEÁ PACHECO:
Beá Pacheco é atriz formada em Artes Cênicas pela UNESP, com atuação no teatro, cinema, streaming, publicidade e videoclipes. Iniciou sua trajetória teatral em 2016, na Escola de Artes Cutucada Cultural, e concluiu o Bacharelado em Artes Cênicas pela UNESP em dezembro de 2023. Também realizou cursos e oficinas de interpretação para câmera com profissionais como Eduardo Milewicz, Adriana Pires, Daniel Lopes, Marcia Godinho e Cynthia Falabella, ampliando sua formação entre teatro, audiovisual, expressão corporal e presença cênica. Sua trajetória reúne experiências em diferentes linguagens, com trabalhos em teatro, curtas-metragens, webséries, novela vertical, campanhas publicitárias e produções musicais, dos quais se destacam “Os Saltimbancos” (2023-2026), “Hércules – O Grande Herói” (2025-2026), a novela vertical “Orgulho e Poder” (2024) e o piloto da série “Vídeo Tempo” (2025), além do curta “Crise dos 20” (2026).

SINOPSE “KATHARINE: O ESTRANHO CASO DO DR. JEKYLL E DO SR. HYDE”:
Inspirada no tema do clássico “O Médico e O Monstro”, usa a relação entre Katharine, Dr. Jekyll e o Sr. Hyde para expor questões do comportamento, questionando a dualidade bem e mal norteada por desejos, abusos e até violências que permeiam o ser humano.

FICHA TÉCNICA:
Texto: Conrado Paladini
Elenco: Beá Pacheco e Conrado Paladini
Direção e produção: Helena Coutinho & Conrado Paladini
Direção de Movimento, preparação de corpo e voz: Helena Coutinho
Cenografia, figurinos e design de luz: Coutinho & Paladini
Operação de luz: Diego Chimenes
Trilha sonora: Helena Coutinho
Design gráfico: Nana Suzart
Operação de som: Gustavo Zanetti
Contra-regra: Luciano Dechamps
Assistentes de produção: Giovanni Montin
Gestão de Conteúdo, social media e relações públicas: Open Scene
Fotografia: Camila Mendes
Assessoria de Imprensa: Passarim Comunicação & Sustentabilidade (Silvana C.
Espírito Santo) e Marcelo Bartolomei
Produção executiva e realização: Coutinho & Paladini

SERVIÇO:
Coutinho & Paladini apresentam: Katharine – O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde
Com Beá Pacheco e Conrado Paladini
Temporada: 6 de junho a 25 de julho de 2026
Dias: Aos sábados, às 23h
Local: Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344, Subsolo, República, São Paulo-SP, telefone:
11 5468-8382)
Capacidade: 302 lugares
Gênero: Drama
Duração: 100 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
ATENÇÃO! Informações importantes ao público: A encenação inclui nudez,
linguagem verbal explícita, discursos de ódio em contexto dramático e simulação de
violência sexual. A obra aborda, de forma direta, dinâmicas de poder, violência e
vulnerabilidade nas relações humanas, podendo gerar forte impacto emocional.
Vendas: Sympla (venda on-line) –
https://bileto.sympla.com.br/event/119245/d/378815/s/2522268

NAS REDES SOCIAIS:
@katharine_jekyllandhyde

MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Passarim Comunicação www.passarimcomunicacao.com
Silvana Cardoso do Espirito Santo | (21) 99249-0947 | silvana.cardoso@gmail.com
Marcelo Bartolomei | (21) 97266-2221 | marcelobartolomei@gmail.com
Juliana Feltz | (21) 97216-7851 | juliana.feltz@gmail.com

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