Febre Maculosa Mata 18 Pessoas Em São Paulo.

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O estado de São Paulo registrou 18 mortes por febre maculosa entre janeiro e julho de 2026, acendendo um alerta crítico de saúde pública. O dado mais alarmante divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) é a taxa de letalidade: dos 19 casos confirmados no período, 18 pacientes morreram, o que representa uma mortalidade de quase 95%.

Os óbitos ocorreram principalmente nas seguintes cidades: Campinas, Piracicaba, Sorocaba, Americana, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.

A alta taxa de mortalidade está diretamente ligada ao diagnóstico tardio. Como os sintomas iniciais se parecem com os da dengue ou de uma virose comum, muitas pessoas demoram a buscar atendimento ou deixam de relatar ao médico que estiveram em áreas de risco. A doença é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada do carrapato-estrela.

Os sinais surgem repentinamente e evoluem de forma devastadora se não forem tratados com os antibióticos específicos nos primeiros dias. Os sintomas são: Febre alta e súbita, Dor de cabeça e dores musculares intensas, Cansaço extremo e mal-estar, além de Manchas avermelhadas na pele (entre o 3º e 5º dia), que começam nos pulsos e tornozelos e avançam para as palmas das mãos e solas dos pés.

Não existe vacina contra a febre maculosa. Os principais cuidados são: usar calças compridas, botas e roupas claras para facilitar a visualização do carrapato, aplicar repelentes com formulações eficazes contra carrapatos, e observar o próprio corpo e os animais de estimação a cada duas horas após passar por locais de mata.

Caso encontre um carrapato, tire com cuidado com uma pinça (Não esmague com as unhas). Se você apresentar febre após frequentar áreas de vegetação, procure um pronto-socorro imediatamente e informe ao médico que esteve em uma área de risco.

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