O novo sucesso da Netflix é um filme de suspense que tem uma atmosfera muito boa, com acertos em detalhes técnicos
Apesar de ser uma história com estilo bem conhecido do público, trilher com serial killer que tem um drama familiar, o filme consegue preender a atenção e tem uma boa direção de James Ashcroft.
A obra é adaptada do livro homônimo escrito por Alex North em 2019.

Tom Kennedy (Adam Scott) é um viúvo e escritor de romances policiais que se muda para uma nova cidade com seu filho Jake, de 8 anos (Acston Luca Porto).
Jake é sequestrado e Tom, em desespero, recorre ao auxílio de seu pai, o detetive aposentado Peter (Robert De Niro), com quem não mantém uma boa relação, mas sabe que a competência do pai em resolver casos policiais é inegável.
Peter se une à policial Amanda (Michelle Monagham) para investigar o crime e descobrir o paradeiro do seu neto.
Peter é atormentado por seu passado, onde teve problemas com Frank Carter (Michael Keaton), o Homem que Sussurra, que está preso por sequestro e assassinato de crianças. Enquanto Frank está encarcerado, os detetives tentam descobrir quem está imitando seus métodos, e que possui informações que não foram divulgadas à imprensa, começa um novo conflito pessoal de Peter que além de ter que enfrentar fantasmas do passado, vai ter que arrumar energias para tranquilizar seu filho e salvar seu neto.
O filme tem suas competências, principalmente no ritmo que funciona muito bem, mas a história segue a mesmice básica de um suspense policial comercial, com detalhes manjados, roteiro previsível, alguns elementos e personagens tentando despistar o telespectador, na tentativa de colocar final surpresa, que alguns telespectadores vão pensar no que aconteceu e o outros vão concluir essa resolução com facilidade, mas é um filme sobretudo agradável de assistir.
Fazendo um estilo de filmes populares que mistura suspense, drama, investigação, tensão familiar ou pessoal, como por exemplo “O Silêncio dos Inocentes”, “Seven – Os Sete Crimes Capitais”, também lembrando muito as minisséries como a norueguesa “O Homem das Castanhas”, e mais ainda a francesa “A Louva-a-deus“.
O clima de suspense psicológico funciona, as tensões humanas e conflituosas se encaixam bem, o elenco está bem satisfatório, Robert De Niro, o avô que volta ativa faz uma atuação bem segura, Adam Scott consegue entregar um dos grandes momentos de sua carreira, Michelle Monagham também entrega uma boa performance, mas as resplandecentes atuações vêm do jovem Acston Luca Porto, que exibe expressões impressionantes, e de Michael Keaton, que surge como uma agradável surpresa com sua interpretação brilhante.
O diretor neozelandês James Ashcroft faz um resgate bem interessante com um estilo nos moldes dos trilher dos anos 90, com fotografia e direção de arte bem aliadas, uma iluminação usando sombras e com paletas de cores frias para criar uma tensão bem psicológica, com close-ups nervosos, câmeras de movimentos lentos, o trabalho técnico acerta em cheio.
Anthony Russo e Joe Russo estão envolvidos na produção do filme, que conta ainda com os atores Hamish Linklater, Owen Teague, Will Brill, John Carroll Lynch, Jacob Berguer, Cathy Diane Tomlin e Myrna Cabello.
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Boa análise, André! Gostei das atuações de Michael Keaton e Michelle Monaghan.