A Figura do Zumbi no Cinema: Uma Crítica Sociedade Moderna🎬🎥
Marcelo Kricheldorf
Os zumbis têm sido uma figura constante no cinema de terror há décadas, mas sua representação vai além da simples intenção de assustar o público. Os zumbis são frequentemente usados como metáfora para problemas sociais, políticos e econômicos, oferecendo uma crítica ácida e perspicaz da sociedade. Neste artigo, vamos explorar a figura do zumbi no cinema e sua relação com a crítica social.
A origem dos zumbis no cinema remonta ao filme “White Zombie” (1932), dirigido por Victor Halperin. No entanto, foi o filme “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968) de George A. Romero que popularizou a figura do zumbi moderno. Desde então, os zumbis têm sido uma figura constante no cinema de terror, com filmes Zumbi” (1978), “Extermínio” (2002) e “Invasão Zumbi” (2016).
Os zumbis são frequentemente usados como metáfora para problemas sociais, como a doença, a morte, a perda de identidade e a desintegração social. Eles representam a perda de controle e a ameaça à ordem social. Em “A Noite dos Mortos-Vivos”, por exemplo, os zumbis são uma metáfora para a guerra e a violência social.
Os zumbis também são usados para criticar a sociedade de consumo e a busca por bens materiais. Em “Shaun dos Mortos” (2004), por exemplo, os zumbis são uma metáfora para a rotina diária e a falta de propósito na vida moderna. Os personagens principais são forçados a lutar para sobreviver em um mundo que perdeu o sentido.
A perda de identidade é um tema comum nos filmes de zumbis. Os zumbis são criaturas que perderam sua humanidade e identidade, tornando-se monstros sem propósito. Em “Extermínio”, por exemplo, os infectados são uma metáfora para a perda de identidade e a desumanização.
Os filmes de zumbis frequentemente apresentam personagens que desafiam a autoridade e o poder. Em “A Noite dos Mortos-Vivos”, por exemplo, os personagens principais são forçados a lutar contra as autoridades que tentam controlá-los.
A representação da pandemia e da doença é um tema comum nos filmes de zumbis. Em “Extermínio”, por exemplo, o vírus que transforma as pessoas em criaturas violentas é uma metáfora para a pandemia e a doença.
Os filmes de zumbis frequentemente apresentam uma sociedade pós-apocalíptica, onde os personagens são forçados a lutar para sobreviver em um mundo em ruínas. Em “Invasão Zumbi”, por exemplo, os personagens são forçados a lutar para sobreviver em um trem que está sendo invadido por zumbis.
Os filmes de zumbis também podem ser usados para criticar a xenofobia e o racismo. Em “A Noite dos Mortos-Vivos”, por exemplo, os personagens principais são de diferentes raças e etnias, e trabalham juntos para sobreviver.
A representação da morte e da mortalidade é um tema comum nos filmes de zumbis. Os zumbis são criaturas que estão mortas, mas ainda assim se movem e atacam os vivos. Isso pode ser visto como uma metáfora para a morte e a mortalidade.
A representação dos zumbis no cinema mudou ao longo dos anos. Desde os primeiros filmes de zumbis até os dias atuais, os zumbis têm sido usados para representar diferentes temas e problemas sociais. A evolução dos zumbis no cinema é um reflexo da sociedade e da cultura em que vivemos.
A figura do zumbi no cinema é mais do que apenas uma criatura assustadora. É uma metáfora para problemas sociais, políticos e econômicos. Os filmes de zumbis oferecem uma crítica ácida e perspicaz da sociedade, refletindo os medos e ansiedades da época em que foram produzidos. A evolução dos zumbis no cinema é um reflexo da sociedade e da cultura em que vivemos, e continuará a ser uma figura fascinante e assustadora no cinema de terror.
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