O atraso no início do tratamento do câncer de mama afeta 50,7% das pacientes na rede pública de saúde de Campinas, São Paulo. Os dados revelam que, desde 2021, 1.693 das 3.338 mulheres diagnosticadas na cidade começaram o atendimento médico depois do prazo legal de 60 dias determinado pela legislação federal.
Os especialistas apontam que o tempo é um fator determinante para o sucesso de terapia. A cada 4 semanas de atraso na fila, o risco de mortalidade da paciente, sobe de 10% a 13%, de acordo com os dados da oncologia médica. O nódulo pode aumentar significativamente de tamanho e criar metástases. Casos que inicialmente demandariam condutas simples podem infelizmente evoluir para quadros mais complexos e assim exigindo medicamentos e drogas mais fortes. A incerteza e a espera demorada geram grave sofrimento mental e estresse emocional depois do diagnóstico.
O problema foi agravado pela diminuição no atendimento de mastologia e pelo acúmulo de mais de 13 mil mamografias pendentes de laudo. E para reverter o quadro, a prefeitura adotou medidas de contingência que incluem novas contratações, mutirões, terceirização de laudos e ampliação de vagas. Pacientes afetadas podem inclusive buscar apoio jurídico para garantir o cumprimento do prazo legal.
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