Dirigido por Robert Redford e estrelado por Timothy Hutton, Donald Sutherland, Elizabeth McGovern, Judd Hirsch, Dinah Manoff, Mary Tyler Moore e Adam Baldwin.
Esse filme foi o primeiro dirigido por Robert Redford e para mim ele já mostra que também é fera na direção. Esse drama familiar é excelente e mostra como um acidente fatal pode desestruturar uma família. Confesso que o meu lado Psicóloga falou mais alto.
A trama acompanha a família Jarrett, aparentemente perfeita e bem sucedida, e que inclusive mora em um bairro de classe alta. Mas essa vida de fachada se rompe após a morte trágica e precoce de Buck. Conrad, o irmão mais novo (Timothy Hutton), irmão da vítima, sobrevivou ao acidente que matou seu irmão. Ele se considera culpado e responsável pelo ocorrido. Conrad está em uma depressão profunda, tenta o suicídio e é internado em um hospital psiquiátrico.
Conrad nunca foi o filho preferido da mãe, Beth (Mary Tyler Moore), que faz questão de manter as aparências para não dar a entender que a família está destruída, enquanto Calvin (Donald Sutherland), o pai, tenta salvar e montar as peças do quebra cabeça que quebrou.
O filme mostra como cada um lida ou deixa de lidar com essa dor, essa perda de Buck.
Ao voltar para casa, Conrad luta para voltar a rotina, mas vive atormentado por memórias traumáticas e pela sensação de que não merece a felicidade. Ele começa a fazer terapia com o Dr. Berger (Judd Hirsh), que o ajuda a enfrente emoções reprimidas, com a perda, e entender que seu sofrimento é legítimo.
Beth, a mãe é uma mulher rígida, perfeccionista e imatura emocionalmente. Ela é incapaz de expressar vulnerabilidade e é incapaz de lidar com a dor de Conrad. Ela prefere manter uma postura fria e distante. Para ela, os sentimentos devem ser controlados e se forem expostos, isso demonstra falha da pessoa. Sua relação com Conrad se torna cada vez mais tensa. Mostrando rachaduras profundas em seu laço materno com o filho. Sua relação era apenas de aparência.
Calvin tenta manter a família unida, enquanto lida com as suas próprias perdas e dúvidas, medos e frustrações. Ele percebe que sua mulher não consegue amar o filho da maneira que sempre acreditou amar. E começa a viver em conflito. Ele quer ajudar o filho, mas sabe que precisa enfrentar o comportamento gelado de Beth.
Calvin se vê dividido entre proteger o filho e conservar o casamento, e essa tensão o obriga a rever suas crenças sobre afeto, responsabilidade e verdade emocional.
A família é forçada a confrontar o que silenciosamente destruído pela morte prematura, pelo trauma que todos passaram. E o que talvez ainda pode ser construído novamente.
O ponto ápice do filme é quando todos entendem que a verdadeira cura exige honestidade emocional, vulnerabilidade em se mostrar do jeito que é, e, sobretudo aceitar o que o outro é. Mas, infelizmente, nem todos estão preparados para enfrentar esse desafio.
Eu achei que é um excelente filme. Robert Redford já acertou em sua primeira tentativa como diretor. O filme ganhou quatro Oscars: Melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Timothy Hutton), e melhor roteiro adaptado.
Ganhou dois Globos de Ouro: Melhor filme/Drama, e melhor diretor. Ganhou também BAFTA awards como melhor ator coadjuvante (Timothy Hutton) e melhor direção (Robert Redford).
Bem eu vou ficando por aqui. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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