Nova potência da ásia comemora marco revolucionário que a colocou em outro patamar
Sobre o finco de Mao Tsé Tung a República Popular da China chega aos seus 77 anos neste dia (1 de Outubro de 2026). O termo é assim utilizado após a “refundação” do país dado o início da Revolução Cultural, que moldou o futuro chinês em 1949 com base no Socialismo.
De um país com grande extensão territorial porém economicamente agrário e de pobreza extrema, a China se transformou nas últimas décadas uma potência sócio-econômica e tecnológica graças a seu direcionamento adaptado a mudanças que o passar dos anos exigiu.
Moldando-se nas necessidades atuais e mantendo ao mesmo tempo as raízes do sistema socialista dado o nome de “Socialismo com características chinesas”, o mundo viu a evolução de uma sociedade que teve confirmado nos últimos anos a queda de 87% da extrema pobreza, com claros saltos em qualidade de vida incluindo as áreas rurais. O reconhecimento é confirmado por órgãos financistas e ocidentais liberais como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial.
Um dos pontos decisivos foi a não adesão ao consenso de Washington, com forte proteção as estatais e a exigência de joint venture do capital estrangeiro com empresas locais para o funcionamento em seu solo.
No ano de 1981, cerca de 88% da população vivia com cerca de 2,15 dólares diários. 1 ano antes, o Brasil tinha renda superior.
As melhoras significativas ao longo do tempo, resultaram no que vemos na atualidade: uma nova potência global e influente, fazendo forte contraponto aos EUA com diferentes atitudes como não invasão bélica, e ingerências a outros países de forma explícita.
Presidente Xi Jinping discursa em prol de mais avanços
O Presidente Xi discursou durante o aniversário da Revolução Cultural, defendendo o avanço da modernização chinesa e reunificação:
“O grande rejuvenescimento da nação chinesa é imparável. Contanto que permanecemos confiantes, focados em nossos objetivos e avancemos com firmeza, passo a passo, o sucesso pertencerá em última instância ao grande Partido Comunista da China, ao grande povo chinês e a grande República Popular da China.”
Xi também falou sobre Hong Kong, Macau e Taiwan. Sobre os dois primeiros, reafirmou a política de um país e dois sistemas, ressaltando que o modelo exige a administração de Hong Kong por sua população assim como Macau, e que o governo central apoiará uma integração mais ampla.

Foto: reprodução Agência Xinhua
A respeito de Taiwan, o Presidente chinês pediu que as forças separatistas e interferência externa sejam combatidas, além de reforço dos intercâmbios com a China continental.
O primeiro-ministro chinês Li Qiang, presidiu a recepção as festividades. Qian é também integrante do Comitê Permanente do Birô Político Central do Partido Comunista Chinês.
Homenagens também em solo brasileiro
Devido a boa relação com o Brasil, houve uma cerimônia em Brasília. A recepção reuniu autoridades de ambos os países, empresários, jornalistas, integrantes das forças armadas e representantes da sociedade civil. O encontro foi promovido pela embaixada chinesa, através do embaixador Zhu Qingqiao e a embaixatriz Zhou Yongmei.

Foto: por Felipe Ribeiro – Folha PE
Estiveram presentes também o Ministro da Agricultura e Pecuária André Carlos Alves de Paula Filho, além da embaixadora Susan Kleebank que é a Secretária para Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
O ano de 2026 carimbou os 52 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
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