Análise “Fica Comigo” (2017)

Critica de Filmes Streamiing

O filme da Netflix, com uma premissa bastante semelhante à de “Fixação” e do clássico “Atração Fatal”, tem aquele jeitão de produção para assistir no fim da noite, mas especificamente com cara de filme B e orçamento aparentemente bem limitado.

A história é bastante batida: um rapaz trai a namorada e acaba sendo perseguido obsessivamente pela mulher com quem se envolveu.

A trama começa como um romance adolescente, quando Tyler (Taylor John Smith) discute com sua namorada Alison (Halston Sage) durante uma festa de verão e chega a pensar que o relacionamento terminou. Nesse momento, ele conhece Holly (Bella Thorne), uma mulher muito bonita, e os dois acabam passando a noite juntos, envolvendo-se sexualmente.

Quando Tyler volta para casa, descobre que está tudo bem entre ele e Alison e decide esconder o ocorrido. Porém, Holly se matricula na mesma escola que Tyler e começa a se aproximar de seu círculo de amigos e traçar um jogo manipulatório. Tyler deixa claro que não quer continuar a relação, mas ela não aceita a rejeição e passa a transformar sua vida em um verdadeiro inferno, perseguindo-o e ameaçando todos ao seu redor.

A partir daí, o jogo começa a ficar cada vez mais perigoso. A proposta é repetitiva, o roteiro não consegue engrenar e a produção apresenta um aspecto bastante amador, lembrando um filme caseiro. As atuações também deixam muito a desejar.

A direção é bastante fraca, utilizando de close-ups, planos fechados e algumas cenas com câmera na mão, além de cores excessivamente saturadas e jogos de sombras. O ritmo é arrastado e, mesmo com apenas 90 minutos, o filme não consegue realizar bem a transição entre os gêneros. No fim das contas, é uma produção bastante fraca, de qualidade muito baixa e que pouco consegue oferecer de interessante.

Dirigido por Brent Bonacorso, o elenco também conta com Nash Grier, Anna Akana, Farrah Mackenzie, Rhys Wakefield, Garcelle Beauvais, Yasmine Al-Bustami, Kathryn Morris, Josh Banday.

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