Classe operária japonesa convoca ações para discutir horas trabalhadas

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Objetivo é combater o crescente adoecimento provocado por excessos de jornadas exaustivas

Enquanto que no Brasil o fim da escala 6×1 foi aprovada que porém, segue com futuro ainda incerto dado ao contexto político, no Japão também está acontecendo uma movimentação na questão trabalhista visando justamente as jornadas de trabalho.

Na última quarta-feira (14 de Outubro), os representantes dos trabalhadores e empresários japoneses se reuniram para propor alterações nas leis trabalhistas vigentes no país.

Um dos pontos exigidos pela classe operária é a obrigatoriedade de um período mínimo de descanso entre o fim de semana e o início da seguinte.

Conforme informações da TV Asahi o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social está liderando as negociações junto a classe empresarial e representantes dos trabalhadores. Outra questão sendo discutida é o direito de não receber contatos profissionais fora do horário de expediente.

O debate vem em um momento de crescimento na deterioração da saúde dos japoneses por excesso de horas trabalhadas.

Exigência dos trabalhadores

Os representantes da classe operária durante as reuniões defenderam além da obrigatoriedade de intervalo, punições mais severas contra as empresas a fim de garantir o cumprimento da possível nova legislação.

Por outro lado, os empresários propõem uma maior flexibilização com permissões individuais aos horários de entrada e saída, sob alegação que regras uniformes podem não funcionar para todos.

A intenção do governo japonês é de continuar intermediando as negociações para avançar nos debates, colocando as discussões no Parlamento durante as primeiras sessões ordinárias marcadas para o início do próximo ano.

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