10 milhões de robôs: o que revela o plano japonês até 2040

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Meta do país é de alcançar este número de androides em menos de vinte anos

Uma das mais importantes economias do mundo, o Japão, anunciou há pouco um plano ambicioso: o de ter em menos de vinte anos, a quantidade de 10 milhões de robôs equipados com inteligência artificial.

O investimento preterido é de US$ 6 bilhões de dólares, cerca de R$31 bilhões de reais para o desenvolvimento dos androides com um sistema feito pelo próprio governo. O motivo se dá pela dificuldade na mão de obra, além de fortalecer a competitividade no ramo da tecnologia.

Com uma meta ousada em números, o plano também têm o objetivo de atuar em dezoito setores diversos da economia, aumentando a automação em outras áreas que atualmente dependem quase que exclusivamente de humanos.

Ryosei Akazawa Ministro da Indústria, declarou:

“Esta estratégia estabelece a meta de implantar aproximadamente 10 milhões de robôs até 2040 e com a inclusão dos setores de restaurantes, fabricação de alimentos e medicina, promoverá vigorosamente a implementação social em um total de 18 áreas.”

Tal projeto utiliza a Noetra como base, que é um consórcio que nasceu para fazer o desenvolvimento de IA totalmente nacional. A iniciativa de momento reúne grandes empresas como a Honda, Sony, Nec e SoftBank.

Há uma pretensão por parte do governo em atrair outras empresas de diversos setores como o eletrônico, financeiro, automotivo e de logística. O projeto pode chegar a ter um número superior a 40 empresas participantes.

Colaboração internacional

Para aumento da eficácia e aceleração do projeto, acordos com outros países já estão em andamento. Institutos de pesquisas do Canadá, EUA, França e Reino Unido já foram confirmados para prestar suporte ao desenvolvimento do modelo de IA.

Foto: reprodução – Empresa Airec AI

Os recursos serão disponibilizados para empresas, desenvolvedores e usuários comuns de diversas regiões e setores, para expandir o programa internacionalmente, além de não concentrar tudo na capital Tóquio mas sim, em outras áreas do Japão, incluindo cidades e províncias menores.

Reação à escassez

O Japão enfrenta uma forte escassez de mão de obra, devido ao envelhecimento da população e baixa taxa de natalidade. Com isto, a intenção governamental é reduzir estes problemas através da tecnologia disponível atualmente, além de cortar custos.

Críticos ressaltam que o plano tem como fundo a resistência à imigração, devido ao direcionamento que as autoridades locais têm em suas políticas públicas, optando como saída justamente a utilização tecnológica em maior volume.

Em resposta, os representantes da classe política atualmente no poder rebatem as acusações, dizendo que a intenção não é substituir os trabalhadores mas sim, auxiliá-los em setores que a dificuldade para o preenchimento de vagas é maior.

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