Análise do Filme: Meu Verão Na Sicília. (2025)

Cinema Critica de Filmes Premiação

Dirigido por Margherita Spampinato e estrelado por Aurora Quattrocchi, Marco Fiore, Martina Ziami e Camille Dugay.

Este é o primeiro longa metragem de Margherita Spampinato e ele irá estrear nos cinemas no dia 22 de Outubro de 2026. Esse filme italiano será distribuído pela Pandora Filmes.

O filme tem sido muito elogiado no circuito internacional de festivais e chegou a ganhar prêmios em festivais. Como no Festival de Locarno onde venceu o Prêmio Especial do Júri CINÉ+ e rendeu a atriz Aurora Quattrocchi o prêmio de Melhor Atuação (Leopardo de Ouro) por sua atuação como a tia Gela. Além do Prêmio David di Donatello, a maior premiação do cinema italiano, incluindo os de Melhor Nova Diretora e Melhor Atriz.

Confesso que gostei muito do filme. E achei que a diretora já se saiu muito bem nesse primeiro filme. Gostei das atuações tanto do menino que interpretou o Nico que é o personagem principal do filme quanto a tia Gela, uma mulher mais experiente da vida que já sofreu muitas perdas e que hoje em dia vive sozinha até o momento que Nico fica um mês em sua casa em Sicília.

No início, Nico era um garoto rebelde, esperto e inquieto. Sua família o manda passar um tempo na casa dessa tia idosa do qual ele não tinha muito contato. Mundos totalmente distintos. Ela vivia em uma casa sozinha e seu cachorro que lhe fazia companhia. Épocas e vidas diferentes. Ela era alguém que morava em um prédio simples e sem muita modernidade ou tecnologia e Nico? Totalmente oposto. Para o menino é como se ele estivesse vivendo na Idade Média e isso era muito ruim para ele. Como viver em um lugar que não tinha a tecnologia de hoje e nem a praticidade da qual ele estava acostumado.

A Tia Gela era uma mulher muito rígida, religiosa que vivia em um apartamento antigo que assim como seus vizinhos acreditava em lendas, superstições, anjos, espíritos e coisas do tipo. Nico preferia ficar mexendo no celular e não se envolver muito com coisas das quais ele nunca tinha ouvido falar, mas aos poucos os dois vão se tornando confidentes, amigos e ele passa a aprender coisas de casa, cotidianas que ele nunca pensou que ia aprender.

Como uma boa neta de italiana, me senti em casa, em família. Para mim é sempre bom podermos aprender culturas novas, lendas, entre outras coisas. Em alguns momentos eu me lembrei de Cinema Paradiso do Alfredo e Totó, e mesmo esse filme não falando sobre cinema, me passou bons momentos pois sei que os dois personagens aprenderam e muito com o outro personagem. Afinal quando passamos por experiências como essas sempre aprendemos algo.

Eu gostei da fotografia, da trilha sonora, dos lugares escolhidos para gravar. Foi uma experiência gratificante para mim.

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