Análise do filme “O Bosque Selvagem” (2026)

Celebridades Cinema Critica de Filmes

E vamos aqui a um filme que me surpreendeu muito, a um nível extraordinário mesmo (sério mesmo, gente). Estou até agora com o impacto que ele deixou em mim, até esta noite do dia(20/10) em que o vi. Então, vamos agora destrinchar esse filme!

Primeiramente, temos aqui o maior filme de slow motion na história do cinema em questão de duração, mas quem assistir vai concordar que esse filme vai muito além disso: é o maior em qualidade e produção também, em decorrência do nível de detalhes e da complexidade visual desse filme. São explícitos os detalhes de movimentação, unidos às expressões e à riqueza de ângulos dos personagens, os quais se tornam mais complexos na cena de batalha. E o que já estava profundo se torna ainda mais profundo e ganha mais impacto com essa complexidade.

Esse longa, sem dúvida, trouxe algo que eu nunca mais tinha visto no mundo do cinema atual: a contextualização de um universo de uma maneira extremamente imersiva e completamente envolvente, através do impacto das cenas e do roteiro. O filme vai completamente a fundo nesse universo, transmitindo até mesmo sensações por meio da vibe, do visual e da estética sombria, unidos a uma história igualmente sombria. Sendo, contudo, uma produção de muitíssima identidade e totalmente única nesse meio cinematográfico, ainda mais pelo fato de estarmos na geração da inteligência artificial.

Esse filme vem pra romper barreiras, mostrando que a IA não é capaz de fazer tudo, de reproduzir ou produzir tudo, como produções que vão tão fundo quanto O Bosque Selvagem e talvez nunca façam algo como esse filme.

Detalhes a serem destacados sobre o diferencial desse filme são o quanto os personagens são caricatos por meio de seu comportamento, unido às verossimilhanças com a humanidade, o que deixa o filme cômico e acrescenta elementos que ajudam a melhorá-lo.

Alguns erros de roteiro que gostaria de destacar foram o fato de a personagem principal ter, em dado momento, esquecido de outro personagem importante, além de seu irmão, praticamente sem explicação. Outro foi a forma como a personagem resolveu o conflito final, que acabou ficando sem a contextualização necessária sobre como ela sabia o que tinha que fazer.

Em geral, o filme é fascinante e surpreendente, vindo com um peso enorme, mais do que digno de disputar o Oscar de Animação. Esse filme é um exemplo do outro nível que o cinema pode alcançar: o nível além da imaginação, que surpreende completamente o espectador, especialmente se as expectativas são baixas ou até nulas.

Dirigido por Travis Knight, conta com as vozes originais de : Peyton Elizabeth Lee, Jacob Tremblay, Mahershala Ali, Carey Mulligan, Awkwafina, Angela Bassett, Jake Johnson, Charlie Day, Amandla Stenberg, Jemaine Clement, Maya Erskine, Tantoo Cardinal, Tom Waits, Richard E. Grant.

Dubladores dos protagonistas do filme Pedro Burgarelli, Giulia Benite e Thiago Calçado ganhador do Oscar de Melhor Animação de 2023

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