E vamos aqui a um filme que me surpreendeu muito, a um nível extraordinário mesmo (sério mesmo, gente). Estou até agora com o impacto que ele deixou em mim, até esta noite do dia(20/10) em que o vi. Então, vamos agora destrinchar esse filme!
Primeiramente, temos aqui o maior filme de slow motion na história do cinema em questão de duração, mas quem assistir vai concordar que esse filme vai muito além disso: é o maior em qualidade e produção também, em decorrência do nível de detalhes e da complexidade visual desse filme. São explícitos os detalhes de movimentação, unidos às expressões e à riqueza de ângulos dos personagens, os quais se tornam mais complexos na cena de batalha. E o que já estava profundo se torna ainda mais profundo e ganha mais impacto com essa complexidade.
Esse longa, sem dúvida, trouxe algo que eu nunca mais tinha visto no mundo do cinema atual: a contextualização de um universo de uma maneira extremamente imersiva e completamente envolvente, através do impacto das cenas e do roteiro. O filme vai completamente a fundo nesse universo, transmitindo até mesmo sensações por meio da vibe, do visual e da estética sombria, unidos a uma história igualmente sombria. Sendo, contudo, uma produção de muitíssima identidade e totalmente única nesse meio cinematográfico, ainda mais pelo fato de estarmos na geração da inteligência artificial.
Esse filme vem pra romper barreiras, mostrando que a IA não é capaz de fazer tudo, de reproduzir ou produzir tudo, como produções que vão tão fundo quanto O Bosque Selvagem e talvez nunca façam algo como esse filme.
Detalhes a serem destacados sobre o diferencial desse filme são o quanto os personagens são caricatos por meio de seu comportamento, unido às verossimilhanças com a humanidade, o que deixa o filme cômico e acrescenta elementos que ajudam a melhorá-lo.
Alguns erros de roteiro que gostaria de destacar foram o fato de a personagem principal ter, em dado momento, esquecido de outro personagem importante, além de seu irmão, praticamente sem explicação. Outro foi a forma como a personagem resolveu o conflito final, que acabou ficando sem a contextualização necessária sobre como ela sabia o que tinha que fazer.
Em geral, o filme é fascinante e surpreendente, vindo com um peso enorme, mais do que digno de disputar o Oscar de Animação. Esse filme é um exemplo do outro nível que o cinema pode alcançar: o nível além da imaginação, que surpreende completamente o espectador, especialmente se as expectativas são baixas ou até nulas.
Dirigido por Travis Knight, conta com as vozes originais de : Peyton Elizabeth Lee, Jacob Tremblay, Mahershala Ali, Carey Mulligan, Awkwafina, Angela Bassett, Jake Johnson, Charlie Day, Amandla Stenberg, Jemaine Clement, Maya Erskine, Tantoo Cardinal, Tom Waits, Richard E. Grant.

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