Uma mancha verde fosforescente de 30 km no Rio Bacajá, no Pará, que foi confirmada por laudos feitos em laboratórios, mostrou que tem uma super proliferação de cianobactérias tóxicas. A análise do Laboratório Central do Estado (Lacen) mostrou que os níveis da bactéria estão mais de 4 vezes acima do limite ambiental permitido em alguns pontos e chegando a um nível tão concentrado em algumas amostras que não foi conseguido mensurar.
Essa mancha atingiu os municípios de Anapu e Senador José Porfírio e também as terras indígenas como a Terra Indígena Trincheira Bacajá do povo Xikrin e a Terra Indígena Arara da Volta Grande do povo Arara, e avançando em direção ao Rio Xingu.
Desde os últimos dias do mês de outubro, os indígenas relatam a alta mortalidade de peixes na região. O uso da água para consumo, banho e tarefas domésticas foram totalmente suspenso. Especialistas do Monitoramento Ambiental Territorial Independente da Volta Grande do Xingu (MATI-VGX) apontaram que o problema está relacionado à seca extrema e ao aquecimento das águas. Está tendo investigações paralelas para analisarem se teve contaminação externa por resíduos de garimpo, agrotóxicos ou fertilizantes.
O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira já cobrou providências urgentes das autoridades para garantir o abastecimento de água e dar assistência às famílias afetadas.
![]()
