Análise do filme: Laura. (1944)

Critica de Filmes

Dirigido por Otto Preminger e estrelado por Gene Tierney, Dana Andrews, Clifton Webb, Vincent Price, Judith Anderson, Grant Mitchell e Beatrice Gray.

Está aí mais um filme de noir/mistério que eu gosto. Gene Tierney, Dana Andrews, Clifton Webb e Vincent Price estão ótimos em seus respectivos papéis. Confesso que esse tipo de filme (Noir) chama a minha atenção. Ainda mais quando vejo que Gene Tierney está no elenco. Aí não tem para ninguém. Essa trama é fantástica e fiquei grudada com os olhos na tela do início ao fim.

Está aí um filme Noir elegante e sofisticado que mistura romance, mistério e obsessão psicológica, e que tem um pano de fundo a alta sociedade nova-iorquina dos anos de 1940.

A trama começa quando Laura Hunt (Gene Tierney), uma bela jovem, inteligente e bem sucedida no mundo da publicidade, é encontrada aparentemente assassinada em seu apartamento, morta por um tiro no rosto.

O caso fica sobre a responsabilidade do detetive Mark McPherson (Dana Andrews), um investigador pragmático e direto que ficou encarregado de reconstruir os últimos dias da vítima.

À medida que Mark interroga as pessoas próximas a Laura, as informações que vão surgindo são de uma mulher admirada, desejada e idealizada por muitos.

Entre os suspeitos está Waldo Lydecker (Clifton Webb), um famoso colunista social. E que é extremamente sofisticado, mordaz e controlador. Que considera ser o mentor de Laura e demonstra um apego possessivo a ela.

Nessa lista também se encontra, Shelby Carpenter (Vincent Price), o charmoso e oportunista noivo de Laura. Cuja relação parece estar mais marcada por conveniência do que amor genuíno.

E conforme o investigador vai mergulhando no universo íntimo da vítima, Mark começa a se apaixonar pela imagem de Laura e por suas cartas, seus objetos pessoais e, sobretudo, pelo retrato suspenso na sala do apartamento da vítima.

A investigação deixa de ser apenas um caso policial e passar a revelar um forte envolvimento emocional e com isso, levantando questões sobre idealização, desejo e proteção.

A narrativa toma um rumo surpreendente quando segredos vêm à tona e a linha entre vida e morte, realidade e fantasia começa a se confundir. O que parecia um crime solucionado se revela muito mais complexo, expondo jogos de poder, ciúmes, manipulação e obsessão.

E a verdadeira identidade do assassino desafia as expectativas do telespectador e reforça o tom psicológico do filme. Eu fiquei o tempo todo tentando decifrar as coisas e isso me fascinou.

Com diálogos refinados, uma atmosfera sombria, fotografia marcante e uma trilha sonora fantástica de David Raksin, o filme se consagrou como um dos mais clássicos do cinema Noir. E com toda a razão.

A trama fez um estudo profundo de como o amor pode se transformar em obsessão e como a idealização de alguém pode ser tão perigosa quanto uma arma. A linha é muito fina que separa o amor da obsessão.

E vocês? O que acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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