Dirigido por Robert Stevenson e estrelado por Julie Andrews, Dick Van Dyke, Matthew Garber, Karen Dotrice, David Tomlinson, Glynis Johns e Elsa Lanchester.
Está aí um musical infantil que eu adoro. Julie Andrews e Dick Van Dyke estão ótimos nesse filme. E ela está em um dos seus papéis mais icônicos. O filme mistura fantasia, música e muita emoção para contar uma história sobre família, e afeto ou a falta da mesma.
A trama se passa em Londres, no início do século 20. Mais precisamente em 1910. E gira em torno da família Banks. Formada pelo pai George Banks (David Tomlinson), um banqueiro rígido e obcecado pelo trabalho. A mãe Winifred (Glynis Johns), envolvida no movimento sufragista, e os filhos Jane (Karen Dotrice) e Michael (Matthew Garber). Essas crianças são bem inteligentes, curiosas e que precisam de atenção e carinho.
Eles sempre tentam contratar babás para cuidarem das crianças, mas nunca conseguem achar uma que conseguissem lidar com eles. Infelizmente lá não havia muito contato emocional e os pais eram bem rígidos quanto ao comportamento e a educação dos filhos.
E isso começa a mudar quando, surge Mary Poppins (Julie Andrews) na casa. Ela é uma babá aparentemente severa, mas dotada de poderes mágicos e uma visão singular da vida. Com sua bolsa aparentemente sem fundo e um guarda-chuva falante, ela impõe regras claras, porém conduz às crianças experiências encantadoras, nas quais a imaginação transforma o cotidiano em algo extraordinário.
Eu me lembro de que a primeira vez que eu vi esse filme, era uma criança e eu fiquei encantada com a história e como Mary tratava as crianças. E fiquei sonhando. Toda vez que assisto a esse filme fico sorrindo sozinha.
Ao lado de Bert (Dick Van Dyke), um simpático faz tudo e um artista de rua, Mary leva Jane e Michael a aventuras memoráveis, inesquecíveis. São quadros que ganham vida, passeios pelos telhados de Londres, números musicais cheios de vida e de fantasias.
Mas eles também dão lições importantes como sobre ter responsabilidade, ser gentil e viver sempre com alegria. E cada uma dessas experiências tem o propósito de ajudar as crianças e indiretamente aos pais, os adultos a enxergarem o mundo com mais responsabilidade.
E você vai percebendo as mudanças ocorrendo naquela casa. Aos poucos, claro. As crianças florescendo emocionalmente, enquanto o pai enfrentava conflitos e começando a refletir sobre sua postura e a falta de conexão com sua própria família.
Só a presença de Mary Poppins funcionou com uma mudança profunda nessa família. Principalmente em George Banks, o pai, que com o tempo aprendeu a compreender o verdadeiro valor do tempo, do afeto e da escuta.
Então, Mary Poppins começou a mudança com os filhos e depois, foi se chegando aos pais. E sua mudança mais radical foi no pai. Que antes dela só queria saber de trabalho.
E a mãe não tinha tempo o suficiente para ficar dando atenção aos filhos. Mas quando a família se reconecta emocionalmente, Mary Poppins cumpre a sua missão. E parte de uma maneira tão sutil que ninguém percebe e deixando para trás uma casa transformada. Já que houve uma mudança interna dentro de cada membro da família Banks.
A trama fala então sobre crescimento emocional, vínculos familiares e equilíbrio entre disciplina e estabilidade. Com músicas inesquecíveis e que ficam em sua mente. É um longa que nos mostra a importância de cuidar das obrigações, mas sem perder a imaginação e o coração.
Não é a toa que o filme ganhou cinco Oscars, incluindo o de melhor atriz para Julie Andrews. E aí? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar sobre ele, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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