Análise do filme: Rebecca. (1940)

Critica de Filmes

Dirigido por Alfred Hitchcock e estrelado por Joan Fontaine, Laurence Olivier, Judith Anderson, George Sanders, Edward Fielding, Edward Fielding e Florence Bates.

O filme é baseado no romance de Daphne Du Maurier com o mesmo nome. O romance foi escrito em 1938. Rebecca é um suspense psicológico gótico. E explorando temas como identidade, memória, ciúmes e poder emocional.

A trama acompanha uma jovem tímida e sem nome (Joan Fontaine) e que trabalha como dama de companhia de uma senhora rica durante uma temporada em Monte Carlo. Lá, essa jovem conhece Maxim de Winter (Laurence Olivier), um aristocrata inglês. Ele é elegante, reservado e muito marcado pela recente morte de sua esposa, Rebecca.

Após um romance breve e intenso, os dois se casam e a jovem passa a viver com Maxim na mansão Manderley, na Inglaterra.

Ao chegar a sua nova casa, a moça se vê esmagada pela presença invisível de Rebecca, a primeira esposa e falecida de Maxim. Embora morta, Rebecca parece dominar cada canto da mansão: os objetos que foram preservados, as lembranças dos empregados e principalmente, na figura ameaçadora da governanta Sra. Danvers (Judith Anderson).

A governanta ainda idolatra Rebecca de uma forma obsessiva. E a nova esposa é constantemente comparada à antiga senhora de Manderley. E ela começa a se sentir insegura, desconfortável e emocionalmente fragilizada. E achando que nunca será capaz de ocupar o lugar de Rebecca no coração do marido.

Maxim tem sempre uma postura distante e melancólica e isso reforça as angústias da esposa. E a fazendo crer que ele ama profundamente a falecida.

A tensão psicológica vai aumentando à medida que segredos sobre o passado de Rebecca começam a surgir, descoberta de situações obscuras relacionadas à sua morte.

E quando a verdade vem à tona, a imagem idealizada de Rebecca se desfaz e revelando uma mulher completamente diferente do que se estava esperando. Ela era uma mulher manipuladora, cruel e profundamente destrutiva. Essa revelação transforma a dinâmica do casal e desloca o foco da narrativa para um jogo de culpa, medo e cumplicidade.

E uma das cenas mais marcantes é ver a mansão Manderley, que sempre foi símbolo do poder e da memória de Rebecca ser consumido pelas chamas. E dessa forma, marcando o final definitivo de sua influência.

Rebecca é um filme marcado pela atmosfera opressiva e muitas vezes até mesmo sufocante. Hitchcock usa de forma magistral o suspense psicológico e é fantástico na construção dos personagens complexos. Todos eles são cheios de camadas e você vai decifrando com o desenrolar do filme.

A atuação sensível e magistral de Joan Fontaine transmite com precisão a fragilidade emocional e o crescimento interno de sua personagem. Laurence Olivier dá vida a um homem atormentado pelo seu passado.

Enfim, Rebecca é um filme considerado um dos grandes clássicos do cinema e levou o Oscar de melhor filme. E continua sendo muito querido e lembrado por vários cinéfilos. Inclusive foi lançado em 2020 uma nova versão. Rebecca dessa nova versão foi dirigida por Ben Wheatley e produzida pela Netflix.

E aí? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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