Dirigido por Howard Hawks e estrelado por Lauren Bacall, Humphrey Bogart, Dolores Moran, Walter Brennan, Marcel Dalio e Walter Surovy.
Uma aventura na Martinica é um filme de aventura, guerra e romance e foi inspirado no romance de Ernest Hemingway. O filme marca a estreia cinematográfica de Lauren Bacall. E se tornou um clássico do cinema hollywoodiano.
Eu revi esse filme há algum tempo e me lembro de ter adorado ver Bogart e Bacall juntos. Eles tinham uma química explosiva na tela. Mas vamos ao filme.
A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, na ilha de Martinica. E naquela época estava sobre o comando do governo francês.
A trama gira em torno de Harry Morgan (Humphrey Bogart), é conhecido como Steve, é um capitão de barco norte americano cínico e pragmático que vive de transporte de turistas para pescarias. Ele é um cara que não se envolve em política e nem em conflitos que possam ameaçar a sua sobrevivência e a de seu fiel ajudante alcoólatra, Eddie (Walter Brennan).
A rotina de Harry muda completamente quando conhece Marie “Slim” Browning (Lauren Bacall), uma jovem americana que é misteriosa, sedutora e extremamente segura de si. Uma femme-fatale? Ou quase? Ela demonstra ser inteligente, charmosa e ter uma independência rara para as mulheres naquela época.
E é claro que ela despertou o interesse de Harry. Há uma relação entre os dois marcada por diálogos refinados e forte tensão romântica.
Lauren Bacall principalmente no início da carreira tinha um ar sedutor, misterioso e chegou a usar em outros filmes tanto com o Bogart quanto com outros atores.
E Harry entra em contato com membros da Resistência Francesa, que lutam contra o regime de Vichy e a influência nazista da ilha. No início, ele se recusou a ajudar o grupo, acreditando que o partido só lhe traria problemas, mas depois de testemunhar injustiças, violências e perseguições, além de perdas pessoais, Harry começa a questionar a sua postura neutra.
A situação piora quando autoridades locais intensificam a repressão, prendendo opositores e colocando Harry sobre vigilância. Aos poucos, Harry vai mudando de ideia devido a um senso moral e graças ao vínculo crescente com Slim.
Ele decide ajudar a Resistência e usar seu barco para transportar os líderes rebeldes e facilitar as fugas mais perigosas. O momento mais marcante é quando uma travessia noturna arriscada, confrontos com a polícia e decisões que colocam em risco a vida de todos os envolvidos.
E a partir daí, Harry abandona definitivamente a sua neutralidade e assumindo uma posição clara contra a opressão, enquanto sua relação com Slim se consolida como uma parceria de iguais, baseada em respeito, cumplicidade e coragem.
Enfim, Uma aventura na Martinica combina aventura, romance, política, guerra e é lembrado até hoje pela química icônica do casal (Bogart e Bacall), especialmente pelos diálogos cheios de ironia e sedução que transformaram a história em um marco do cinema clássico.
E quanto a vocês? O que vocês acham do filme? Se quiserem comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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Parabéns pelo artigo
Obrigada pela força, Marcelo.