Dirigido por Sydney Pollack e estrelado por Natalie Wood, Robert Redford, Charles Bronson, Mary Badham, Kate Reid, Alan Baxter, Robert Blake, Dabney Coleman e Jon Provost.
Está aí outro casal fictício que eu sempre amei ver juntos. Robert Redford e Natalie Wood. Eu sempre achei a química dos dois, excelente. E agora ambos não estão mais aqui. Uma pena já que os dois eram ótimos atores.
E para quem está acostumado a ver Charles Bronson com bigode, pasmem… Aqui ele está sem. E quando vi, eu já percebi na hora. Afinal quando adolescente via vários filmes com ele. Mas já faz pelo menos uns 25 anos que não vi mais nada.
Uma das coisas que eu mais gostava em Natalie Wood era sua veia cômica. Dois filmes com ela que eu mais gosto: A Corrida do Século e Médica, bonita e solteira. Ambos filmes trabalhados com Tony Curtis. E ela trabalhou nos dois filmes de forma magistral.
E nesse ela também está ótima. Redford charmoso como sempre. E que sorriso ele tinha. Meu bom senhor… Aquele sorriso dele me desarmava.
Mas vamos falar do filme… Ele foi inspirado em uma pequena peça de Tennessee Williams.
A trama é ambientada na pequena e decadente cidade de Dodie, Mississípi, durante a Grande Depressão e nós acompanhamos a história de Alva Starr (Natalie Wood), uma jovem sonhadora que vive em um ambiente sufocante. Sua mãe, Hazel (Kate Reid), é dona de uma pensão e a casa está em um estado precário.
A cidade me faz lembrar uma daquelas cidades dos filmes de Faroeste. Não tem tanta gente e muito menos casas. E a pensão é praticamente o único lugar que ainda mantém algum movimento. Embora também esteja marcada por abandono.
Esse abandono está refletido no cartaz que diz: “Propriedade Condenada”, um dos títulos do filme.
A vida de Alva muda quando Owen Legate (Robert Redford) chega à cidade. Ele é um funcionário da companhia ferroviária que foi enviado para mandar embora alguns trabalhadores locais devido à falta de dinheiro.
Owen é um cara reservado e prático e contrasta fortemente com o ambiente caótico e emocional da casa dos Starr.
Alva é conhecida por sua beleza e comportamento vivaz. Ela rapidamente se encanta pelo charme de Owen. Entre eles nasce uma atração delicada e complexa, marcada pela simpatia mútua e pela esperança dela de fugir daquela cidade sem nenhuma perspectiva de voltar atrás.
Mas, Hazel desaprova quando os Alva e Owen ficam mais próximos. Tanto por ciúmes quanto por seus próprios planos de casar Alva com um homem mais velho e rico para que ela possa sustentar a família.
Enquanto Willie Starr (Mary Badham) a irmã mais nova de Alva, observa tudo com lucidez mesmo sendo criança, a tensão na casa aumenta consideravelmente. Alva passa a sonhar cada vez mais com uma vida em Nova Orleans, longe da mãe dominadora e da monotia da cidade.
E a relação entre Owen e Alva a cada dia que passa vai se fortalecendo, levando-os a uma decisão impulsiva de fugir juntos. Owen não era uma pessoa muito querida pelas pessoas da cidade, por ter mandado algumas pessoas embora. E Alva não aguentava mais entrar em atrito com a mãe. Mas o futuro de Alva era incerto devido uma série de fatores que foram passando com o passar do tempo.
Já que eu falei do Charles Bronson. Nesse filme ele se chama J. J. Nichols. Ele é um dos trabalhadores da ferrovia e frequentava a pensão de Hazel.
Enfim o filme mistura romance, tragédia e faz uma pequena crítica social. A história é narrada por Willie há alguns depois mais tarde. E adicionando uma dose de melancolia ao destino dos personagens.
E o que vocês acharam do filme? Eu achei interessante principalmente pelo casal principal. Wood e Redford juntos? Sempre adorei.
Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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